Publicação
Lights and shadows on face recognition
| Resumo: | A doença de Alzheimer – uma das variantes doenças de Demência – está a aumentar exponencialmente devido ao envelhecimento populacional. A tendência demográfica de envelhecimento na Europa apresenta riscos e suscita a procura de soluções que retirem o melhor partido possível das tecnologias disponíveis. Portugal enfrenta uma série de desafios em matéria de qualidade de vida da sua população, dado que o cuidado dos idosos com demência é um problema que envolve a sua família. De facto, é patente a falta de recursos para cuidar de pessoas que vivem com a doença de Alzheimer. Escasseiam os centros de dia para acolher em segurança o número crescente de idosos com aquele diagnóstico. De acordo com as estimativas da Alzheimer Europe, estima-se que existem cerca de 153 000 casos de pessoas com Demência em Portugal, número que poderá triplicar em 2040. Esta investigação centra-se em métodos de avaliação para determinar se a tecnologia de reconhecimento facial contribui para o desenvolvimento de medidas preventivas de incidentes de deambulação em pessoas portadoras da doença de Alzheimer. Estas ocorrências exigem dos familiares cuidadores um envolvimento permanente, o que inevitavelmente afeta as suas vidas. Para responder às questões de investigação recorreu-se à revisão da teoria, análise e crítica de casos de estudo, entrevistas semiestruturadas, classificação de categorias e subcategorias de aplicação através do método de service blueprinting(fase não intervencionista) e à pesquisa prática, que apresenta e discute os resultados dos testes de usabilidade e da criação de personas que representam os diversos perfis de potenciais utilizadores da aplicação desenvolvida para smartphone (fase intervencionista). O naming proposto – NOSCO – radica numa palavra do grego antigo, que significa “conhecer”, e permite relacioná-lo com outros termos que foram importantes para o desenvolvimento da identidade visual da aplicação: memória, afetos, mobilização de várias vontades para ajudar o portador da doença de Alzheimer. A aplicação destina-se a smartphone e encontra-se, ainda, em fase de desenvolvimento. Os testes de usabilidade com um protótipo funcional forneceram indicadores que confirmam o potencial da aplicação para minimizar o impacto dos acidentes de deambulação, proporcionar um ambiente mais seguro para os doentes e familiares cuidadores, dar maior visibilidade social à doença de Alzheimer e facilitar a inclusão social dos idosos com esta patologia. |
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| Autores principais: | Velosa, Marta da Silva Naves |
| Assunto: | Design de serviços Aplicação para smartphones Reconhecimento facial Incidentes de deambulação - doença de Alzheimer Service design Alzheimer disease - wandering incidents- alzheimer's disease |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doença de Alzheimer – uma das variantes doenças de Demência – está a aumentar exponencialmente devido ao envelhecimento populacional. A tendência demográfica de envelhecimento na Europa apresenta riscos e suscita a procura de soluções que retirem o melhor partido possível das tecnologias disponíveis. Portugal enfrenta uma série de desafios em matéria de qualidade de vida da sua população, dado que o cuidado dos idosos com demência é um problema que envolve a sua família. De facto, é patente a falta de recursos para cuidar de pessoas que vivem com a doença de Alzheimer. Escasseiam os centros de dia para acolher em segurança o número crescente de idosos com aquele diagnóstico. De acordo com as estimativas da Alzheimer Europe, estima-se que existem cerca de 153 000 casos de pessoas com Demência em Portugal, número que poderá triplicar em 2040. Esta investigação centra-se em métodos de avaliação para determinar se a tecnologia de reconhecimento facial contribui para o desenvolvimento de medidas preventivas de incidentes de deambulação em pessoas portadoras da doença de Alzheimer. Estas ocorrências exigem dos familiares cuidadores um envolvimento permanente, o que inevitavelmente afeta as suas vidas. Para responder às questões de investigação recorreu-se à revisão da teoria, análise e crítica de casos de estudo, entrevistas semiestruturadas, classificação de categorias e subcategorias de aplicação através do método de service blueprinting(fase não intervencionista) e à pesquisa prática, que apresenta e discute os resultados dos testes de usabilidade e da criação de personas que representam os diversos perfis de potenciais utilizadores da aplicação desenvolvida para smartphone (fase intervencionista). O naming proposto – NOSCO – radica numa palavra do grego antigo, que significa “conhecer”, e permite relacioná-lo com outros termos que foram importantes para o desenvolvimento da identidade visual da aplicação: memória, afetos, mobilização de várias vontades para ajudar o portador da doença de Alzheimer. A aplicação destina-se a smartphone e encontra-se, ainda, em fase de desenvolvimento. Os testes de usabilidade com um protótipo funcional forneceram indicadores que confirmam o potencial da aplicação para minimizar o impacto dos acidentes de deambulação, proporcionar um ambiente mais seguro para os doentes e familiares cuidadores, dar maior visibilidade social à doença de Alzheimer e facilitar a inclusão social dos idosos com esta patologia. |
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