Publicação
Clinical outcomes in elderly patients according to vascular access at hemodialysis start
| Resumo: | Introdução: O acesso vascular (AV) tem um impacto significativo na qualidade de vida e na sobrevida dos doentes sob hemodiálise (HD). Os doentes muito idosos correspondem ao subgrupo de doentes com maior incidência de terapêutica de substituição renal. O objetivo do presente estudo consiste em avaliar a influência do AV aquando do início de hemodiálise (HD) enquanto preditor de mortalidade a 1 ano nesta população. Métodos: Análise retrospetiva dos doentes com idade igual ou superior a 80 anos que iniciaram HD entre janeiro de 2014 e dezembro de 2019 no Centro Hospitalar Universi-tário Lisboa Norte. Os doentes que faleceram nos 90 dias subsequentes ao início de HD foram excluídos. A mortalidade ao final do primeiro ano foi avaliada. Os parâmetros demográficos, clínicos e laboratoriais foram submetidos a análise univariada e multiva-riada para determinar os fatores preditores de mortalidade ao final de um ano após o início de HD. A sobrevida foi analisada utilizando as curvas de Kaplan-Meier e o teste log-rank. Resultados: Cento e oitenta e nove doentes foram elegíveis para o estudo. A média de idade foi de 84.6 ± 3.59 anos, e a maioria era do género masculino (60.3%) e caucasi-ana (95.2%). Cento e vinte e quatro doentes começaram HD através de cateter venoso central (CVC) (65.6%), 62 (32.8%) com fístula arteriovenosa (FAV) e 3 doentes (1.6%) com prótese arteriovenosa (PAV). A mortalidade ao final do primeiro ano após início de HD foi de 21.7% (n=41). A mortalidade ao final do primeiro ano foi superior nos do-entes que iniciaram e permaneceram em HD com CVC, comparativamente aos doentes que iniciaram com CVC e construíram FAV, aos doentes que iniciaram com CVC e cons-truíram PAV, aos doentes que começaram com FAV e aos doentes que começaram com PAV, respetivamente, 43.2% vs. 27.3% vs. 21.7% vs. 6.4% vs. 0% (p<0.001). Na análise multivariada, apenas a diabetes (aHR 2.49 (1.16-5.34), p=0.020) e o início e ma-nutenção de HD com CVC (aHR 3.83 (1.71-8.38), p=0.001) constituíram preditores significativos de mortalidade ao final de um ano. Conclusão: Nos doentes muito idosos, iniciar HD com CVC e permanecer com este AV associa-se a maior mortalidade do que começar ou transitar para um acesso arteriove-noso. |
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| Autores principais: | Silva, Maria Carolina Pereira |
| Assunto: | Hemodiálise Cateter venoso central Enxerto arteriovenoso Fístula arteriovenosa Idosos Nefrologia |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O acesso vascular (AV) tem um impacto significativo na qualidade de vida e na sobrevida dos doentes sob hemodiálise (HD). Os doentes muito idosos correspondem ao subgrupo de doentes com maior incidência de terapêutica de substituição renal. O objetivo do presente estudo consiste em avaliar a influência do AV aquando do início de hemodiálise (HD) enquanto preditor de mortalidade a 1 ano nesta população. Métodos: Análise retrospetiva dos doentes com idade igual ou superior a 80 anos que iniciaram HD entre janeiro de 2014 e dezembro de 2019 no Centro Hospitalar Universi-tário Lisboa Norte. Os doentes que faleceram nos 90 dias subsequentes ao início de HD foram excluídos. A mortalidade ao final do primeiro ano foi avaliada. Os parâmetros demográficos, clínicos e laboratoriais foram submetidos a análise univariada e multiva-riada para determinar os fatores preditores de mortalidade ao final de um ano após o início de HD. A sobrevida foi analisada utilizando as curvas de Kaplan-Meier e o teste log-rank. Resultados: Cento e oitenta e nove doentes foram elegíveis para o estudo. A média de idade foi de 84.6 ± 3.59 anos, e a maioria era do género masculino (60.3%) e caucasi-ana (95.2%). Cento e vinte e quatro doentes começaram HD através de cateter venoso central (CVC) (65.6%), 62 (32.8%) com fístula arteriovenosa (FAV) e 3 doentes (1.6%) com prótese arteriovenosa (PAV). A mortalidade ao final do primeiro ano após início de HD foi de 21.7% (n=41). A mortalidade ao final do primeiro ano foi superior nos do-entes que iniciaram e permaneceram em HD com CVC, comparativamente aos doentes que iniciaram com CVC e construíram FAV, aos doentes que iniciaram com CVC e cons-truíram PAV, aos doentes que começaram com FAV e aos doentes que começaram com PAV, respetivamente, 43.2% vs. 27.3% vs. 21.7% vs. 6.4% vs. 0% (p<0.001). Na análise multivariada, apenas a diabetes (aHR 2.49 (1.16-5.34), p=0.020) e o início e ma-nutenção de HD com CVC (aHR 3.83 (1.71-8.38), p=0.001) constituíram preditores significativos de mortalidade ao final de um ano. Conclusão: Nos doentes muito idosos, iniciar HD com CVC e permanecer com este AV associa-se a maior mortalidade do que começar ou transitar para um acesso arteriove-noso. |
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