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Role of astrocytes in the pathogenesis of Alzheimer's disease : a narrative review

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Doença de Alzheimer (AD) é um tipo de demência que leva a declínio cognitivo e funcional, agravado com a progressão da doença. Embora não haja uma teoria definitiva no que diz respeito à patogénese desta doença, sabe-se que o seu mecanismo passa pela deposição de placas de β-amiloide e de proteinas tau hiperfosforiladas ao nível do cérebro, culminando em neurodegeneração e morte neuronal. Os astrócitos são um tipo de células gliais que desempenham numerosos papéis complexos e essenciais em várias vertentes do funcionamento neuronal, maioritariamente através da libertação de gliotransmissores como o glutamato e a D-serina. Através da libertação destes gliotransmissores, os astrócitos modulam processos como a transmissão sináptica e a excitabilidade neuronal, ajudando assim a manter o sistema nervoso central saudável e funcional. Várias evidências mostram que os astrócitos têm um papel ativo na patogénese da AD, pois expressam genes que estão associados a um maior risco de desenvolvimento da doença. Os astrócitos sofrem também alterações morfológicas, moleculares e funcionais na AD, levando ao aparecimento de fenótipos celulares que promovem neurotoxicidade e morte celular, maioritariamente através da disregulação da libertação e reuptake de gliotransmissores como o glutamato e a D-serina. Assim, e especialmente pelo facto das opções terapêuticas actuais para o tratamento de AD serem maioritariamente sintomaticas, sem existir terapêutica curativa eficaz, escrevi este trabalho para rever a informação existente na literatura cientifica acerca do papel dos astrócitos na patogénese da AD e assim avaliar o eventual valor de futuras investigações nesta área através da compilação de toda a informação relevante que encontrei numa revisão narrativa de fácil acesso.
Autores principais:Jesus, João Pedro de Almeida
Assunto:Doença de Alzheimer Astrócitos Neurodegeneração Glutamato D-serina Neurociências
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Doença de Alzheimer (AD) é um tipo de demência que leva a declínio cognitivo e funcional, agravado com a progressão da doença. Embora não haja uma teoria definitiva no que diz respeito à patogénese desta doença, sabe-se que o seu mecanismo passa pela deposição de placas de β-amiloide e de proteinas tau hiperfosforiladas ao nível do cérebro, culminando em neurodegeneração e morte neuronal. Os astrócitos são um tipo de células gliais que desempenham numerosos papéis complexos e essenciais em várias vertentes do funcionamento neuronal, maioritariamente através da libertação de gliotransmissores como o glutamato e a D-serina. Através da libertação destes gliotransmissores, os astrócitos modulam processos como a transmissão sináptica e a excitabilidade neuronal, ajudando assim a manter o sistema nervoso central saudável e funcional. Várias evidências mostram que os astrócitos têm um papel ativo na patogénese da AD, pois expressam genes que estão associados a um maior risco de desenvolvimento da doença. Os astrócitos sofrem também alterações morfológicas, moleculares e funcionais na AD, levando ao aparecimento de fenótipos celulares que promovem neurotoxicidade e morte celular, maioritariamente através da disregulação da libertação e reuptake de gliotransmissores como o glutamato e a D-serina. Assim, e especialmente pelo facto das opções terapêuticas actuais para o tratamento de AD serem maioritariamente sintomaticas, sem existir terapêutica curativa eficaz, escrevi este trabalho para rever a informação existente na literatura cientifica acerca do papel dos astrócitos na patogénese da AD e assim avaliar o eventual valor de futuras investigações nesta área através da compilação de toda a informação relevante que encontrei numa revisão narrativa de fácil acesso.