Publicação
Um caso raro de Síndrome de Ogilvie recorrente com resolução após terapêutica com piridostigmina
| Resumo: | A Síndrome de Ogilvie (pseudo-obstrução intestinal aguda - ACPO), foi descrita pela primeira vez em 1948 por Heneage Ogilvie como uma distensão abdominal aguda progressiva e dilatação do cólon sem obstrução mecânica do cólon distal, que se não tratada atempadamente pode levar a perfuração, peritonite e morte. O diagnóstico é feito por exclusão, com diagnóstico diferencial com carcinoma, obstipação crónica, megacólon tóxico ou crónico, volvo, isquemia mesentérica, entre outros. Parece ser mais frequente no sexo masculino e acima dos 60 anos. A autora apresenta um caso de um homem de 48 anos, com antecedentes pessoais de esquizofrenia, polimedicado, que foi admitido num Serviço de Medicina Interna por quadro clínico de ataxia e alteração do estado de consciência associado a hiponatrémia e hipocaliémia graves. O internamento foi complicado de sépsis e posteriormente pseudo-oclusão intestinal recorrente, de difícil tratamento, com múltiplas recidivas ao longo de dois meses, tendo necessitado de alimentação parentérica total. Apesar de múltiplas linhas de terapêutica (medidas de suporte gerais, infusão endovenosa de neostigmina e colonoscopia descompressiva), a resolução do quadro apenas foi possível após introdução de terapêutica com piridostigmina. Salienta-se deste caso a raridade da patologia e a importância do diagnóstico diferencial, explorando-se as várias linhas terapêuticas. O tratamento foi desafiante pela ineficácia da terapêutica convencional, que motivou a procura de terapêuticas alternativas e ainda pouco exploradas na literatura, nomeadamente através de raqui-anestesia com ropivacaína e posteriormente à introdução da piridostigmina. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Carla Alexandra Dias |
| Assunto: | Síndrome de Ogilvie Neostigmina Colonoscopia Piridostigmina |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A Síndrome de Ogilvie (pseudo-obstrução intestinal aguda - ACPO), foi descrita pela primeira vez em 1948 por Heneage Ogilvie como uma distensão abdominal aguda progressiva e dilatação do cólon sem obstrução mecânica do cólon distal, que se não tratada atempadamente pode levar a perfuração, peritonite e morte. O diagnóstico é feito por exclusão, com diagnóstico diferencial com carcinoma, obstipação crónica, megacólon tóxico ou crónico, volvo, isquemia mesentérica, entre outros. Parece ser mais frequente no sexo masculino e acima dos 60 anos. A autora apresenta um caso de um homem de 48 anos, com antecedentes pessoais de esquizofrenia, polimedicado, que foi admitido num Serviço de Medicina Interna por quadro clínico de ataxia e alteração do estado de consciência associado a hiponatrémia e hipocaliémia graves. O internamento foi complicado de sépsis e posteriormente pseudo-oclusão intestinal recorrente, de difícil tratamento, com múltiplas recidivas ao longo de dois meses, tendo necessitado de alimentação parentérica total. Apesar de múltiplas linhas de terapêutica (medidas de suporte gerais, infusão endovenosa de neostigmina e colonoscopia descompressiva), a resolução do quadro apenas foi possível após introdução de terapêutica com piridostigmina. Salienta-se deste caso a raridade da patologia e a importância do diagnóstico diferencial, explorando-se as várias linhas terapêuticas. O tratamento foi desafiante pela ineficácia da terapêutica convencional, que motivou a procura de terapêuticas alternativas e ainda pouco exploradas na literatura, nomeadamente através de raqui-anestesia com ropivacaína e posteriormente à introdução da piridostigmina. |
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