Publicação
Os não-públicos da cultura
| Resumo: | O presente relatório de estágio é uma investigação acerca de não-públicos da cultura, partindo da premissa de que a educação (capital educacional) nos dá uma base sólida e positiva em termos de aptidão, interesses e hábitos para sermos públicos da cultura. O tema deste relatório foi gerado durante o meu estágio na Culturgest, quando me apercebi da falta de frequência de público jovem. Deste modo, e para levar a cabo esta investigação, escolhi como universo social particular a ser observado uma amostra de mil estudantes universitários de Lisboa, ou seja, indivíduos com elevado capital educacional e por isso potenciais públicos da cultura. Apresento como objectivo deste relatório classificar essa amostra como público ou não-público da cultura, seriando os seguintes passos para o efeito. O primeiro passo descreve a sociedade (contemporânea) em que a minha amostra vive. Uma sociedade de globalização, com maior oferta de produtos (culturais e outros) de consumo, onde tudo é influenciado pelo seu factor atractivo, onde as tecnologias de informação proliferam a cada dia e onde a globalização da economia regula a cultura investe-se no que vende! No segundo passo tenta-se descrever o que se entende por público e por não-público da cultura. Como tal, foi necessário dar uma visão sobre formação e segmentação de públicos, assim como sobre novos públicos e políticas culturais. O terceiro e último passo consiste na análise dos dados da minha amostra, dados esses conseguidos através de um inquérito aos estudantes universitários sobre as suas práticas e consumos culturais tendo em conta os eventos que frequentam, os meios de comunicação que usam para se informarem sobre esses mesmos eventos, que tipo de instituições culturais visitam e com que frequência o fazem. Após a análise que efectuei, quer univariada, quer multivariada chego à conclusão de que esta amostra se encaixa, sem dúvida na categoria de não-público da cultura, tendo como duas das razões principais o fraco nível de frequência de eventos culturais e a falta de conhecimento acerca das instituições culturais. |
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| Autores principais: | Bernardo, Joana Margarida Pinheiro da Cruz |
| Assunto: | Públicos Sociologia da cultura Difusão da cultura Capital cultural Artes e globalização Relatório de estágio de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente relatório de estágio é uma investigação acerca de não-públicos da cultura, partindo da premissa de que a educação (capital educacional) nos dá uma base sólida e positiva em termos de aptidão, interesses e hábitos para sermos públicos da cultura. O tema deste relatório foi gerado durante o meu estágio na Culturgest, quando me apercebi da falta de frequência de público jovem. Deste modo, e para levar a cabo esta investigação, escolhi como universo social particular a ser observado uma amostra de mil estudantes universitários de Lisboa, ou seja, indivíduos com elevado capital educacional e por isso potenciais públicos da cultura. Apresento como objectivo deste relatório classificar essa amostra como público ou não-público da cultura, seriando os seguintes passos para o efeito. O primeiro passo descreve a sociedade (contemporânea) em que a minha amostra vive. Uma sociedade de globalização, com maior oferta de produtos (culturais e outros) de consumo, onde tudo é influenciado pelo seu factor atractivo, onde as tecnologias de informação proliferam a cada dia e onde a globalização da economia regula a cultura investe-se no que vende! No segundo passo tenta-se descrever o que se entende por público e por não-público da cultura. Como tal, foi necessário dar uma visão sobre formação e segmentação de públicos, assim como sobre novos públicos e políticas culturais. O terceiro e último passo consiste na análise dos dados da minha amostra, dados esses conseguidos através de um inquérito aos estudantes universitários sobre as suas práticas e consumos culturais tendo em conta os eventos que frequentam, os meios de comunicação que usam para se informarem sobre esses mesmos eventos, que tipo de instituições culturais visitam e com que frequência o fazem. Após a análise que efectuei, quer univariada, quer multivariada chego à conclusão de que esta amostra se encaixa, sem dúvida na categoria de não-público da cultura, tendo como duas das razões principais o fraco nível de frequência de eventos culturais e a falta de conhecimento acerca das instituições culturais. |
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