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O paciente com autismo: a abordagem na consulta de medicina dentária e a importância da prevenção em saúde oral

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O número de casos diagnosticados com Perturbação de Espetro de Autismo (PEA) é cada vez maior, e, na população portuguesa, não se conhecem estudos sobre a saúde oral deste grupo de pacientes. Os objetivos deste trabalho são: a) Conhecer os comportamentos relacionados com as visitas ao profissional de saúde oral dos pacientes com PEA e os “obstáculos” relacionados com a consulta de medicina dentária; b) Estudar os comportamentos relacionados com a higiene oral e hábitos alimentares destes pacientes; c) Descrever, com base na revisão da literatura, um protocolo de atuação para profissionais de saúde oral no atendimento de pacientes com PEA. Foi aplicado um questionário a 45 pais/educadores de pacientes com PEA do distrito de Lisboa. Para a descrição do protocolo foi efetuada uma pesquisa bibliográfica realizada na PubMed, na BookFi.org e na biblioteca on-line. Relativamente aos cuidados com a saúde oral destes pacientes, foi referido pelos participantes que 47,4% dos indivíduos colaborava nos tratamentos dentários realizados, e que 62,8% visitavam o profissional de saúde oral regularmente, mesmo sem queixas. A primeira consulta a um profissional de saúde oral foi realizada antes dos três anos de idade em apenas 13,7% dos indivíduos com PEA. No que diz respeito aos comportamentos relacionados com a saúde oral, verificou-se que a escovagem dentária bidiária era realizada por 77,8% dos indivíduos. Apesar da ingestão de alimentos cariogénicos ser rara em 58,2% dos casos, verificou-se que 55,8% desta ingestão se fazia entre as refeições. Nos pacientes com PEA é bastante importante a atuação precoce de modo a investir na prevenção e no diagnóstico precoce das doenças orais, e na implementação das rotinas saudáveis desde cedo, sendo de primordial importância instruir os principais cuidadores destes pacientes sobre os cuidados a ter com a saúde oral, de modo a evitar tratamentos dentários mais complexos e dispendiosos.
Autores principais:Silva, Tânia Alexandra Oliveira Lourenço de Alpalhão e
Assunto:Saúde oral Comportamento do paciente Autismo Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O número de casos diagnosticados com Perturbação de Espetro de Autismo (PEA) é cada vez maior, e, na população portuguesa, não se conhecem estudos sobre a saúde oral deste grupo de pacientes. Os objetivos deste trabalho são: a) Conhecer os comportamentos relacionados com as visitas ao profissional de saúde oral dos pacientes com PEA e os “obstáculos” relacionados com a consulta de medicina dentária; b) Estudar os comportamentos relacionados com a higiene oral e hábitos alimentares destes pacientes; c) Descrever, com base na revisão da literatura, um protocolo de atuação para profissionais de saúde oral no atendimento de pacientes com PEA. Foi aplicado um questionário a 45 pais/educadores de pacientes com PEA do distrito de Lisboa. Para a descrição do protocolo foi efetuada uma pesquisa bibliográfica realizada na PubMed, na BookFi.org e na biblioteca on-line. Relativamente aos cuidados com a saúde oral destes pacientes, foi referido pelos participantes que 47,4% dos indivíduos colaborava nos tratamentos dentários realizados, e que 62,8% visitavam o profissional de saúde oral regularmente, mesmo sem queixas. A primeira consulta a um profissional de saúde oral foi realizada antes dos três anos de idade em apenas 13,7% dos indivíduos com PEA. No que diz respeito aos comportamentos relacionados com a saúde oral, verificou-se que a escovagem dentária bidiária era realizada por 77,8% dos indivíduos. Apesar da ingestão de alimentos cariogénicos ser rara em 58,2% dos casos, verificou-se que 55,8% desta ingestão se fazia entre as refeições. Nos pacientes com PEA é bastante importante a atuação precoce de modo a investir na prevenção e no diagnóstico precoce das doenças orais, e na implementação das rotinas saudáveis desde cedo, sendo de primordial importância instruir os principais cuidadores destes pacientes sobre os cuidados a ter com a saúde oral, de modo a evitar tratamentos dentários mais complexos e dispendiosos.