Publicação
Espelhando a mente: para uma análise do espaço psicológico em Lolita de Valdimir Nabokov e das suas manifestações visuais em Lolita: A screenplay de Vladimir Nabokov e em Lolita: The book of the film de Stephen Schiff
| Resumo: | Como objectos de análise propõem-se a obra de Vladimir Nabokov, Lolita (1955) e os dois argumentos cinematográficos filmados, Lolita: A Screenplay (1974), de Vladimir Nabokov, que originou o filme de Stanley Kubrick (1962), e Lolita: The Book of the Film (1997), que resultou no filme de Adrian Lyne (1997). O cinema define-se sobretudo como um meio onde impera o domínio visual, pelo que o argumento, sendo parte integrante de um filme, partilha as suas características, distinguindo-se por isso por uma forte linguagem visual. A adaptação do romance ao domínio visual é relevante na medida em que acentua a narrativa como espaço predominantemente psicológico, em que a personagem sobressai em função do olhar. Numa primeira parte da dissertação, adoptando sobretudo uma perspectiva literária, sugere-se uma reflexão da obra baseada na questão do duplo e do jogo de espelhos à volta dos quais se constrói a identidade fragmentada, salientando os traços que posteriormente serão reformulados pela conversão de um espaço sobretudo literário para um de ordem visual. Numa segunda e terceira partes, os dois argumentos filmados de Lolita, o de Vladimir Nabokov (1974) e o de Stephen Schiff (1997), são abordados. Não se pretende, no entanto, explorar a viabilidade cinematográfica destes argumentos, mas realizar uma análise das escolhas efectuadas para se atingir eficazmente uma narração visual do espaço interior da personagem. A adaptação para argumento de uma obra literária que se centra na interioridade da personagem, e as escolhas e opções tomadas pelos argumentistas, de forma a possibilitar uma narração visual da história, serão o fio condutor destas duas últimas secções da dissertação. |
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| Autores principais: | Ribeiro, Manuel Fonseca de Sam Bento |
| Assunto: | Nabokov, Vladimir, 1899-1977 Schiff, Stephen Romance americano - séc.20 Adaptações cinematográficas Argumentos cinematográficos Cinema e literatura Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Como objectos de análise propõem-se a obra de Vladimir Nabokov, Lolita (1955) e os dois argumentos cinematográficos filmados, Lolita: A Screenplay (1974), de Vladimir Nabokov, que originou o filme de Stanley Kubrick (1962), e Lolita: The Book of the Film (1997), que resultou no filme de Adrian Lyne (1997). O cinema define-se sobretudo como um meio onde impera o domínio visual, pelo que o argumento, sendo parte integrante de um filme, partilha as suas características, distinguindo-se por isso por uma forte linguagem visual. A adaptação do romance ao domínio visual é relevante na medida em que acentua a narrativa como espaço predominantemente psicológico, em que a personagem sobressai em função do olhar. Numa primeira parte da dissertação, adoptando sobretudo uma perspectiva literária, sugere-se uma reflexão da obra baseada na questão do duplo e do jogo de espelhos à volta dos quais se constrói a identidade fragmentada, salientando os traços que posteriormente serão reformulados pela conversão de um espaço sobretudo literário para um de ordem visual. Numa segunda e terceira partes, os dois argumentos filmados de Lolita, o de Vladimir Nabokov (1974) e o de Stephen Schiff (1997), são abordados. Não se pretende, no entanto, explorar a viabilidade cinematográfica destes argumentos, mas realizar uma análise das escolhas efectuadas para se atingir eficazmente uma narração visual do espaço interior da personagem. A adaptação para argumento de uma obra literária que se centra na interioridade da personagem, e as escolhas e opções tomadas pelos argumentistas, de forma a possibilitar uma narração visual da história, serão o fio condutor destas duas últimas secções da dissertação. |
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