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Estudo comparativo multivariável de doentes com idade igual ou superior a 85 anos internados em Unidade de Hospitalização Domiciliária e hospitalização convencional

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Em Portugal assiste-se a um envelhecimento populacional marcado, associado a múltiplas comorbilidades, o que condiciona maior número de admissões hospitalares. As UHD têm vindo a mostrar a sua eficácia como alternativa ao internamento convencional. Métodos: Estudo retrospetivo de uma amostra não aleatorizada de doentes de idade igual ou superior a 85 anos admitidos e não admitidos em UHD, com alta entre 1 de Janeiro de 2019 e 31 de Dezembro de 2019. Dados colhidos em Excel e analisados em SPSS. Resultados: Analisaram-se 149 doentes (75 admitidos e 74 não admitidos em UHD). No grupo de doentes admitidos em UHD, a idade média foi de 89,7 (± 3,3) anos e o tempo médio de internamento foi de 16,3 (± 11,8) dias. No grupo de doentes não admitidos na UHD, a idade média foi de 89,7 (± 2,93) anos e o tempo médio de internamento foi de 14,0 (± 9,6) dias. Existe um maior número de mortes durante o internamento em grupo de doentes não admitidos em UHD (10,8%) comparativamente aos admitidos (2,7%) (P=0,047). Destaca-se também uma menor incidência de Síndrome Confusional Agudo nos doentes admitidos em UHD (22,7%) relativamente aos não admitidos (52,7%) (P<0,001) assim como uma maior preservação do status funcional de admissão no grupo de doentes admitidos em UHD (P=0,036). O internamento em UHD poderá estar associado a uma menor incidência de intercorrências infeciosas (8,0% vs 18,9%) (P=0,051). Não existe uma diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos para taxa de reinternamentos e mortalidade ao fim de 3, 6 e 12 meses assim como na restante evolução do internamento. Discussão: O internamento em UHD demonstra que não é inferior ao internamento convencional, estando associado a uma menor probabilidade de morte no decorrer do mesmo e incidência de síndrome confusional agudo, permitindo também aos doentes manter o seu status funcional de admissão. Poderá ainda estar associado a um menor número de intercorrências infeciosas, sendo necessário mais estudos.
Autores principais:Pascoal, Margarida Isabel Farinha
Assunto:Hospitalização domiciliária Internamento convencional Doentes muito idosos Polimedicação Síndrome confusional agudo
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Em Portugal assiste-se a um envelhecimento populacional marcado, associado a múltiplas comorbilidades, o que condiciona maior número de admissões hospitalares. As UHD têm vindo a mostrar a sua eficácia como alternativa ao internamento convencional. Métodos: Estudo retrospetivo de uma amostra não aleatorizada de doentes de idade igual ou superior a 85 anos admitidos e não admitidos em UHD, com alta entre 1 de Janeiro de 2019 e 31 de Dezembro de 2019. Dados colhidos em Excel e analisados em SPSS. Resultados: Analisaram-se 149 doentes (75 admitidos e 74 não admitidos em UHD). No grupo de doentes admitidos em UHD, a idade média foi de 89,7 (± 3,3) anos e o tempo médio de internamento foi de 16,3 (± 11,8) dias. No grupo de doentes não admitidos na UHD, a idade média foi de 89,7 (± 2,93) anos e o tempo médio de internamento foi de 14,0 (± 9,6) dias. Existe um maior número de mortes durante o internamento em grupo de doentes não admitidos em UHD (10,8%) comparativamente aos admitidos (2,7%) (P=0,047). Destaca-se também uma menor incidência de Síndrome Confusional Agudo nos doentes admitidos em UHD (22,7%) relativamente aos não admitidos (52,7%) (P<0,001) assim como uma maior preservação do status funcional de admissão no grupo de doentes admitidos em UHD (P=0,036). O internamento em UHD poderá estar associado a uma menor incidência de intercorrências infeciosas (8,0% vs 18,9%) (P=0,051). Não existe uma diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos para taxa de reinternamentos e mortalidade ao fim de 3, 6 e 12 meses assim como na restante evolução do internamento. Discussão: O internamento em UHD demonstra que não é inferior ao internamento convencional, estando associado a uma menor probabilidade de morte no decorrer do mesmo e incidência de síndrome confusional agudo, permitindo também aos doentes manter o seu status funcional de admissão. Poderá ainda estar associado a um menor número de intercorrências infeciosas, sendo necessário mais estudos.