Publicação
Soterrados em petições: os liberais e a regulamentação do comércio itinerante em Portugal, 1820-1823
| Resumo: | Este artigo debruça-se sobre um dos temas mais esquecidos da conjuntura económica vintista: o comércio interno e a sua regulamentação. Centra-se, em particular, no comércio itinerante, uma atividade que se mantinha controversa, em certos casos proibida, apesar de parecer encaixar na perfeição na agenda liberal. Exploram-se os discursos de ambos os lados do confronto: o comércio estabelecido, maioritariamente desenvolvido por retalhistas, apoiados nas suas ainda influentes corporações, e o comércio itinerante de homens e mulheres que vendiam pelas ruas e de porta em porta. Buscam-se, em especial, sinais de modernização nos seus discursos, a começar pela disseminação de conceitos ligados ao liberalismo económico e político, num contexto peticionário sem precedentes em Portugal. Por fim, discutem-se e avançam-se explicações para as indecisões e meias-medidas dos deputados vintistas que refletem a dificuldade de acomodar o projeto liberal à realidade económica e social do país. |
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| Autores principais: | Dantas Da Cruz, Miguel |
| Assunto: | Comércio itinerante Movimento peticionário Revolução liberal |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este artigo debruça-se sobre um dos temas mais esquecidos da conjuntura económica vintista: o comércio interno e a sua regulamentação. Centra-se, em particular, no comércio itinerante, uma atividade que se mantinha controversa, em certos casos proibida, apesar de parecer encaixar na perfeição na agenda liberal. Exploram-se os discursos de ambos os lados do confronto: o comércio estabelecido, maioritariamente desenvolvido por retalhistas, apoiados nas suas ainda influentes corporações, e o comércio itinerante de homens e mulheres que vendiam pelas ruas e de porta em porta. Buscam-se, em especial, sinais de modernização nos seus discursos, a começar pela disseminação de conceitos ligados ao liberalismo económico e político, num contexto peticionário sem precedentes em Portugal. Por fim, discutem-se e avançam-se explicações para as indecisões e meias-medidas dos deputados vintistas que refletem a dificuldade de acomodar o projeto liberal à realidade económica e social do país. |
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