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Confiança nas instituições, Bem-Estar e Depressão, em contextos de desigualdade de rendimentos

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Resumo:O bem-estar dos indivíduos é considerado por muitos autores como um dos pilares fundamentais das sociedades. Não obstante, os níveis de depressão estão num crescendo, um pouco por todo o mundo, e os níveis de bem-estar não acompanham aquilo que se poderia esperar, tendo em conta o desenvolvimento económico dos países. Explicações e intervenções centradas nas dimensões individuais não parecem ser suficientes para a compreensão quer de valores de bem-estar subjetivo, quer do flagelo da depressão. Nesse sentido, considerar a sociedade, bem como a relação que os indivíduos têm com a sociedade em que vivem, pode alargar a compreensão e possibilidades de intervenção. No presente trabalho procurou-se compreender a relação quer dos níveis de bem-estar subjetivo, quer de depressão, com a confiança nas instituições nacionais, bem como compreender de que forma um contexto de desigualdade pode moderar essas relações, reforçando-as ou, pelo contrário, enfraquecendo-as. Para o desenvolvimento do estudo, recorreu-se a dados do European Social Survey (round 7), que nos permitiu integrar 20 países europeus na análise (37.623 indivíduos), identificando as correlações entre confiança nas instituições nacionais e bem-estar subjetivo, bem como entre confiança nas instituições nacionais e depressão, sendo posteriormente verificado o efeito moderador da desigualdade de rendimentos (avaliado através do coeficiente de Gini) em ambas as relações. Os dados sugerem que existe uma relação positiva entre confiança nas instituições nacionais e bem-estar, bem como entre confiança nas instituições nacionais e baixos níveis de depressão, e que estas relações são mais fortes em contextos de maior desigualdade de rendimentos.
Autores principais:Rivero, Catarina Sofia de Freitas
Assunto:Bem-Estar subjetivo Depressão Confiança nas instituições Desigualdade de rendimentos Subjective Well-Being Depression Trust in Institutions Income Inequality
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O bem-estar dos indivíduos é considerado por muitos autores como um dos pilares fundamentais das sociedades. Não obstante, os níveis de depressão estão num crescendo, um pouco por todo o mundo, e os níveis de bem-estar não acompanham aquilo que se poderia esperar, tendo em conta o desenvolvimento económico dos países. Explicações e intervenções centradas nas dimensões individuais não parecem ser suficientes para a compreensão quer de valores de bem-estar subjetivo, quer do flagelo da depressão. Nesse sentido, considerar a sociedade, bem como a relação que os indivíduos têm com a sociedade em que vivem, pode alargar a compreensão e possibilidades de intervenção. No presente trabalho procurou-se compreender a relação quer dos níveis de bem-estar subjetivo, quer de depressão, com a confiança nas instituições nacionais, bem como compreender de que forma um contexto de desigualdade pode moderar essas relações, reforçando-as ou, pelo contrário, enfraquecendo-as. Para o desenvolvimento do estudo, recorreu-se a dados do European Social Survey (round 7), que nos permitiu integrar 20 países europeus na análise (37.623 indivíduos), identificando as correlações entre confiança nas instituições nacionais e bem-estar subjetivo, bem como entre confiança nas instituições nacionais e depressão, sendo posteriormente verificado o efeito moderador da desigualdade de rendimentos (avaliado através do coeficiente de Gini) em ambas as relações. Os dados sugerem que existe uma relação positiva entre confiança nas instituições nacionais e bem-estar, bem como entre confiança nas instituições nacionais e baixos níveis de depressão, e que estas relações são mais fortes em contextos de maior desigualdade de rendimentos.