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Planificação curricular em T.I.C. assistida por computador

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Resumo:Pretende-se, com este trabalho, desenvolver uma aplicação informática que, baseada na teoria construtivista da aprendizagem, sirva de suporte à planificação curricular dinâmica da disciplina de ITI. Os intervenientes no processo serão os alunos e o professor, utilizando o sistema informático como área de interacção. Um dos aspectos com perspectivas mais importantes trazido pela Reforma do Sistema Educativo foi talvez o espírito que presidiu à criação dos Cursos Secundários Tecnológicos e dos Cursos Secundários Predominantemente Orientados para o Prosseguimento de Estudos. Isso toma-se evidente na citação escolhida para abrir o programa da Introdução às Tecnologias da Informação (ITI): "Ensinar não é interpretar um guião escrito por outros" (Crahay, 1988, citado no Programa de I.T.I, Ministério da Educação, 1992, p.5). Nesta perspectiva, o próprio processo de construção e desenvolvimento dos currículos deixa de ser directivo, devendo a equipa encarregada de o fazer constituir sobretudo um conjunto de "mediadores activos, críticos, criativos e reflexivos" (Programa de I.T.I., Ministério da Educação, 1992, p. 10). O termo assinalado constitui, assim, a chave para a transformação que com a reforma se pretende, a todos,os níveis. Conforme pode ler-se na nota introdutória ao programa da Introdução às Tecnologias da Informação, "à escola deve competir um importante papel na racionalização e na construção do significado da inovação, em particular no que diz respeito às tecnologias da informação" (p. 11). No mesmo documento se definem as Tecnologias da Informação como "um vasto conjunto de tecnologias horizontais que têm implicações directas (e directamente observáveis) em praticamente todos os ramos da actividade humana" (Programa de I.T.I., Ministério da Educação, 1992, p. 9). A ITl é, pois, uma disciplina horizontal quanto aos ramos de conhecimento e do saber, devendo, portanto, ser encarada numa perspectiva multidisciplinar. Do que decorre a necessidade de planificar aulas em que os alunos assumam papel activo, centradas em projectos de trabalho decorrentes das outras disciplinas e que, sobretudo, tenham significado para os alunos. Compreender-se-á melhor quanto isto é essencial ao tomar conhecimento dos princípios para orientação das actividades de ensino/aprendizagem, na disciplina de ITl: "deve ser eminentemente prática; dirigida aos interesses dos alunos; estes devem realizar projectos de trabalho durante todo o ano lectivo; a avaliação deve ser feita com base nos projectos realizados e não em provas escritas sobre os tópicos do programa; a generalidade dos professores da turma deve colaborar na orientação e na avaliação dos projectos dos alunos;" (Programa de I.T.I., Ministério da Educação, 1992, p. 10) etc. Assim sendo, e também porque a informação se constituiu o cerne da sociedade actual, na sua multiplicidade de interesses, profissões e diversidade cultural, não seria aconselhável utilizar uma planificação curricular "clássica", como se verá no ponto 1.3. Ou seja, uma planificação elaborada em tomo de uma hipotética estrutura de uma área que, do ponto de vista curricular no Ensino Secundário, não existe. (...)
Autores principais:Campos, Luís Manuel Chacatas Fabião de
Assunto:Planeamento do currículo Tecnologia educativa Teses de mestrado - 1997
Ano:1997
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Pretende-se, com este trabalho, desenvolver uma aplicação informática que, baseada na teoria construtivista da aprendizagem, sirva de suporte à planificação curricular dinâmica da disciplina de ITI. Os intervenientes no processo serão os alunos e o professor, utilizando o sistema informático como área de interacção. Um dos aspectos com perspectivas mais importantes trazido pela Reforma do Sistema Educativo foi talvez o espírito que presidiu à criação dos Cursos Secundários Tecnológicos e dos Cursos Secundários Predominantemente Orientados para o Prosseguimento de Estudos. Isso toma-se evidente na citação escolhida para abrir o programa da Introdução às Tecnologias da Informação (ITI): "Ensinar não é interpretar um guião escrito por outros" (Crahay, 1988, citado no Programa de I.T.I, Ministério da Educação, 1992, p.5). Nesta perspectiva, o próprio processo de construção e desenvolvimento dos currículos deixa de ser directivo, devendo a equipa encarregada de o fazer constituir sobretudo um conjunto de "mediadores activos, críticos, criativos e reflexivos" (Programa de I.T.I., Ministério da Educação, 1992, p. 10). O termo assinalado constitui, assim, a chave para a transformação que com a reforma se pretende, a todos,os níveis. Conforme pode ler-se na nota introdutória ao programa da Introdução às Tecnologias da Informação, "à escola deve competir um importante papel na racionalização e na construção do significado da inovação, em particular no que diz respeito às tecnologias da informação" (p. 11). No mesmo documento se definem as Tecnologias da Informação como "um vasto conjunto de tecnologias horizontais que têm implicações directas (e directamente observáveis) em praticamente todos os ramos da actividade humana" (Programa de I.T.I., Ministério da Educação, 1992, p. 9). A ITl é, pois, uma disciplina horizontal quanto aos ramos de conhecimento e do saber, devendo, portanto, ser encarada numa perspectiva multidisciplinar. Do que decorre a necessidade de planificar aulas em que os alunos assumam papel activo, centradas em projectos de trabalho decorrentes das outras disciplinas e que, sobretudo, tenham significado para os alunos. Compreender-se-á melhor quanto isto é essencial ao tomar conhecimento dos princípios para orientação das actividades de ensino/aprendizagem, na disciplina de ITl: "deve ser eminentemente prática; dirigida aos interesses dos alunos; estes devem realizar projectos de trabalho durante todo o ano lectivo; a avaliação deve ser feita com base nos projectos realizados e não em provas escritas sobre os tópicos do programa; a generalidade dos professores da turma deve colaborar na orientação e na avaliação dos projectos dos alunos;" (Programa de I.T.I., Ministério da Educação, 1992, p. 10) etc. Assim sendo, e também porque a informação se constituiu o cerne da sociedade actual, na sua multiplicidade de interesses, profissões e diversidade cultural, não seria aconselhável utilizar uma planificação curricular "clássica", como se verá no ponto 1.3. Ou seja, uma planificação elaborada em tomo de uma hipotética estrutura de uma área que, do ponto de vista curricular no Ensino Secundário, não existe. (...)