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The role of optic nerve sheath ultrasound in intracranial hypertension : a systematic review and meta-analysis

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Resumo:Introdução: A hipertensão intracraniana (IH) é uma patologia comum com risco de morbimortalidade importante, na qual o prognóstico do doente depende de um diagnóstico e tratamento rápidos. Métodos invasivos são atualmente o gold standard para a deteção e monitorização da IH, mas nem sempre estão indicados devido aos seus riscos e contraindicações. A ecografia orbitária, com a determinação do diâmetro da bainha do nervo óptico, foi sugerida como um bom método não invasivo para o seu rastreio, que é rápido, transportável e acessível. Contudo, o seu uso ainda não está difundido, e evidência forte para o seu uso ainda está em falta. Objetivos: Rever a evidência sobre o uso da determinação ecográfica do diâmetro da bainha do nervo óptico no diagnóstico da IH. Métodos: Procedeu-se a uma pesquisa na Medline dos estudos publicados até dezembro de 2021 em que se comparava a ultrassonografia do diâmetro da bainha do nervo óptico por ecografia com a determinação invasiva da pressão intracraniana, a Tomografia Computorizada (TC), ou a Ressonância Magnética Nuclear para a deteção de IH em doentes com essa suspeita. Para a avaliação do risco de viés foi usada a ferramenta QUADAS-2. Foi feita uma síntese descritiva dos resultados, e realizadas metanálises. Foram realizadas análises de subgrupos como pré-especificado. Resultados: 44 estudos foram incluídos, englobando um total de 2984 doentes. Todas as causas de IH foram incluídas, sendo a mais comum a de etiologia traumática (TBI). O comparador mais comum foi a TC. A média ponderada de cutoff ótimo do diâmetro da bainha do nervo óptico, como determinado em 27 estudos não pediátricos, foi de 5.26mm. Na metanálise a sensibilidade foi de 89% (95% CI 86-92), a especificidade de 85% (95% CI 79-89), PLR de 5.83 (95% CI 4.22-8.05), NLR de 0.09 (95% CI 0.06-0.13), e DOR de 62.3 (95% CI 38.3-101.2), com heterogeneidade significativa. Análises de subgrupos foram feitas consoante o comparador usado, cutoff de diâmetro usado, e do subgrupo de TBI. 6 estudos não foram incluídos na metanálise devido a dados insuficientes. Conclusões: Os resultados desta revisão sistemática indicam que a ecografia do diâmetro da bainha do nervo óptico é uma ferramenta com bom potencial para o rastreio da hipertensão intracraniana. Contudo, é ainda necessária melhor evidência, nomeadamente de qual o cutoff ótimo a usar.
Autores principais:Ferreira, Joana Cardoso de Jesus Marcelino
Assunto:Diâmetro da bainha do nervo óptico Ecografia retrobulbar Hipertensão intracraniana Metanálise Oftalmologia
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A hipertensão intracraniana (IH) é uma patologia comum com risco de morbimortalidade importante, na qual o prognóstico do doente depende de um diagnóstico e tratamento rápidos. Métodos invasivos são atualmente o gold standard para a deteção e monitorização da IH, mas nem sempre estão indicados devido aos seus riscos e contraindicações. A ecografia orbitária, com a determinação do diâmetro da bainha do nervo óptico, foi sugerida como um bom método não invasivo para o seu rastreio, que é rápido, transportável e acessível. Contudo, o seu uso ainda não está difundido, e evidência forte para o seu uso ainda está em falta. Objetivos: Rever a evidência sobre o uso da determinação ecográfica do diâmetro da bainha do nervo óptico no diagnóstico da IH. Métodos: Procedeu-se a uma pesquisa na Medline dos estudos publicados até dezembro de 2021 em que se comparava a ultrassonografia do diâmetro da bainha do nervo óptico por ecografia com a determinação invasiva da pressão intracraniana, a Tomografia Computorizada (TC), ou a Ressonância Magnética Nuclear para a deteção de IH em doentes com essa suspeita. Para a avaliação do risco de viés foi usada a ferramenta QUADAS-2. Foi feita uma síntese descritiva dos resultados, e realizadas metanálises. Foram realizadas análises de subgrupos como pré-especificado. Resultados: 44 estudos foram incluídos, englobando um total de 2984 doentes. Todas as causas de IH foram incluídas, sendo a mais comum a de etiologia traumática (TBI). O comparador mais comum foi a TC. A média ponderada de cutoff ótimo do diâmetro da bainha do nervo óptico, como determinado em 27 estudos não pediátricos, foi de 5.26mm. Na metanálise a sensibilidade foi de 89% (95% CI 86-92), a especificidade de 85% (95% CI 79-89), PLR de 5.83 (95% CI 4.22-8.05), NLR de 0.09 (95% CI 0.06-0.13), e DOR de 62.3 (95% CI 38.3-101.2), com heterogeneidade significativa. Análises de subgrupos foram feitas consoante o comparador usado, cutoff de diâmetro usado, e do subgrupo de TBI. 6 estudos não foram incluídos na metanálise devido a dados insuficientes. Conclusões: Os resultados desta revisão sistemática indicam que a ecografia do diâmetro da bainha do nervo óptico é uma ferramenta com bom potencial para o rastreio da hipertensão intracraniana. Contudo, é ainda necessária melhor evidência, nomeadamente de qual o cutoff ótimo a usar.