Publicação
Risco cardiovascular associado à Hepatite C
| Resumo: | Introdução: A Hepatite C é uma doença hepática causada pelo vírus da hepatite C (VHC), apresentando-se como uma das principais causas de doença hepática crónica. Esta doença constitui um grave problema de saúde publica, não só pela sua elevada taxa de progressão para a cronicidade, e consequente evolução para cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC), como também pela sua repercussão extra-hepática. Objetivos: Com este trabalho, pretendo analisar o risco cardiovascular associado à infeção pelo VHC, através da informação existente na literatura mais recente. Método: Revisão de literatura mais recente publicada nas bases de dados Pubmed, ResearchGate, Medline, Embase e Cochrane Library, utilizando os termoschave, pesquisa de informação em websites de organizações nacionais e internacionais relevantes. Desenvolvimento: A infeção pelo vírus da Hepatite C, pode levar ao aumento de doença cardiovascular por vias diretas e indiretas, tal como: a inflamação crónica, disfunção endotelial, invasão direta da parede arterial, aumento da resistência à insulina ou a esteatose hepática. A Nova terapêutica com antivíricos de ação direta (AAD), apresenta taxas de cura que ultrapassa os 95%, permitindo ainda, a avaliação através de novos estudos, da repercussão desta terapêutica nos eventos cardiovasculares. Conclusão: Após uma análise cuidada da literatura conclui-se que, o VHC representa um fator de risco, independente, que contribui para o aumento do risco cardiovascular. O VHC está associado a um risco aumentado de desenvolvimento de arteriosclerose nas artérias coronárias e carótidas, assim como de lesão do miocárdio. O desenvolvimento de novas terapêuticas com maior eficácia antivírica, que proporcionam a erradicação viral, através de uma metodologia mais simples e viável, demonstram potencial para reduzir a taxa de morbilidade e mortalidade cardiovascular, em pessoas portadoras do VHC. O trabalho final exprime a opinião do autor e não da FML. |
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| Autores principais: | Patrício, Filipe Albuquerque |
| Assunto: | Hepatite C Eventos cardiovasculares Arteriosclerose Erradicação Antivíricos de ação direta Gastroenterologia |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: A Hepatite C é uma doença hepática causada pelo vírus da hepatite C (VHC), apresentando-se como uma das principais causas de doença hepática crónica. Esta doença constitui um grave problema de saúde publica, não só pela sua elevada taxa de progressão para a cronicidade, e consequente evolução para cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC), como também pela sua repercussão extra-hepática. Objetivos: Com este trabalho, pretendo analisar o risco cardiovascular associado à infeção pelo VHC, através da informação existente na literatura mais recente. Método: Revisão de literatura mais recente publicada nas bases de dados Pubmed, ResearchGate, Medline, Embase e Cochrane Library, utilizando os termoschave, pesquisa de informação em websites de organizações nacionais e internacionais relevantes. Desenvolvimento: A infeção pelo vírus da Hepatite C, pode levar ao aumento de doença cardiovascular por vias diretas e indiretas, tal como: a inflamação crónica, disfunção endotelial, invasão direta da parede arterial, aumento da resistência à insulina ou a esteatose hepática. A Nova terapêutica com antivíricos de ação direta (AAD), apresenta taxas de cura que ultrapassa os 95%, permitindo ainda, a avaliação através de novos estudos, da repercussão desta terapêutica nos eventos cardiovasculares. Conclusão: Após uma análise cuidada da literatura conclui-se que, o VHC representa um fator de risco, independente, que contribui para o aumento do risco cardiovascular. O VHC está associado a um risco aumentado de desenvolvimento de arteriosclerose nas artérias coronárias e carótidas, assim como de lesão do miocárdio. O desenvolvimento de novas terapêuticas com maior eficácia antivírica, que proporcionam a erradicação viral, através de uma metodologia mais simples e viável, demonstram potencial para reduzir a taxa de morbilidade e mortalidade cardiovascular, em pessoas portadoras do VHC. O trabalho final exprime a opinião do autor e não da FML. |
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