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Perturbações do desenvolvimento na criança : perspetiva materna do impacto do problema na família e ambiente familiar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo, com mães de crianças com Perturbações do Desenvolvimento (PD), tem quatro objetivos: 1) analisar o impacto das PD na família e o ambiente familiar em função de variáveis da criança e maternas; 2) averiguar a relação das duas dimensões com a perspetiva materna sobre problemas da criança em áreas específicas (desenvolvimento, relação com pares e comportamento); 3) explorar a relação das referidas dimensões com tarefas de cuidado/educação da criança; 4) examinar a relação entre o impacto na família e o ambiente familiar. Participaram no estudo 31 mães de crianças com PD (idades dos 3 aos 6 anos; 14 do sexo masculino). Utilizaram-se dois instrumentos, a Escala de Impacto na Família e a Escala de Ambiente Familiar, para avaliar, respetivamente, a perspetiva materna do impacto que a PD da criança tem na família, e o ambiente familiar (dimensão relacional). Foi ainda construída uma Ficha de recolha de informação (sociodemográfica, e referente ao desenvolvimento e funcionamento da criança em áreas específicas, ao problema e a tarefas de cuidado/educação). Verificou-se que o impacto da PD na família e o ambiente familiar não variaram em função do sexo e idade da criança, mas o impacto financeiro variou com o nível de escolaridade da mãe. Nenhuma das dimensões se relacionou com o comportamento ou a relação com os pares, mas ocorreram associações de cada uma delas com áreas do desenvolvimento. As tarefas relacionadas com os cuidados/educação parecem ser mais importantes para o impacto na família, em domínios específicos, do que para o ambiente familiar. As mães que perspetivaram um maior impacto na família da PD referiram pior ambiente familiar (níveis mais baixos de coesão e expressividade, e mais altos de conflito). Os resultados evocam a importância de, no contexto clínico, se atender não só à criança, mas também às necessidades das famílias.
Autores principais:Lázaro, Alexandra do Vale
Assunto:Perturbações do desenvolvimento Ambiente familiar Desenvolvimento infantil Teses de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo, com mães de crianças com Perturbações do Desenvolvimento (PD), tem quatro objetivos: 1) analisar o impacto das PD na família e o ambiente familiar em função de variáveis da criança e maternas; 2) averiguar a relação das duas dimensões com a perspetiva materna sobre problemas da criança em áreas específicas (desenvolvimento, relação com pares e comportamento); 3) explorar a relação das referidas dimensões com tarefas de cuidado/educação da criança; 4) examinar a relação entre o impacto na família e o ambiente familiar. Participaram no estudo 31 mães de crianças com PD (idades dos 3 aos 6 anos; 14 do sexo masculino). Utilizaram-se dois instrumentos, a Escala de Impacto na Família e a Escala de Ambiente Familiar, para avaliar, respetivamente, a perspetiva materna do impacto que a PD da criança tem na família, e o ambiente familiar (dimensão relacional). Foi ainda construída uma Ficha de recolha de informação (sociodemográfica, e referente ao desenvolvimento e funcionamento da criança em áreas específicas, ao problema e a tarefas de cuidado/educação). Verificou-se que o impacto da PD na família e o ambiente familiar não variaram em função do sexo e idade da criança, mas o impacto financeiro variou com o nível de escolaridade da mãe. Nenhuma das dimensões se relacionou com o comportamento ou a relação com os pares, mas ocorreram associações de cada uma delas com áreas do desenvolvimento. As tarefas relacionadas com os cuidados/educação parecem ser mais importantes para o impacto na família, em domínios específicos, do que para o ambiente familiar. As mães que perspetivaram um maior impacto na família da PD referiram pior ambiente familiar (níveis mais baixos de coesão e expressividade, e mais altos de conflito). Os resultados evocam a importância de, no contexto clínico, se atender não só à criança, mas também às necessidades das famílias.