Publicação
Surfactantes pulmonares sintéticos : propriedades e potencial terapêutico
| Resumo: | O tensioactivo (também denominado surfactante) é um agente que diminui a tensão superficial entre dois meios. A tensão superficial na interfase gasosa-aquosa nos pulmões é diminuída pela presença de uma fina camada de líquido denominada de tensioactivo pulmonar. Este é produzido pelos pneumócitos tipo II presentes nos pulmões que são essenciais nas trocas gasosas e na manutenção da integridade estrutural dos alvéolos. O tensioactivo é um produto composto por lípidos e proteínas. A fosfatidilcolina e o fosfatidilglicerol são os maiores constituintes lipídicos e as SP-A, SP-B, SP-C e SP-D são quatro proteínas do tensioactivo. Os componentes lipídicos e proteicos são sintetizados separadamente e são armazenados nos corpos lamelares dos pneumócitos tipo II. Os corpos lamelares são os organelos principais na síntese e metabolismo do tensioactivo. A síntese, a secreção e a reciclagem dos lípidos e das proteínas do tensioactivo são reguladas por mecanismos genéticos e metabólicos complexos. A interacção entre lípidos e proteínas é muito importante para a organização estrutural e funcionamento da monocamada de tensioactivo. Alterações na homeostase do tensioactivo ou nas suas propriedades biofísicas podem resultar em défice de tensioactivo, o qual poderá ser responsável por doenças como a Síndrome de Dificuldade Respiratória, a proteinose alveolar do pulmão, doenças intersticiais do pulmão e doenças pulmonares crónicas. Actualmente, o uso de tensioactivos sintéticos de origem animal são preferidos em relação aos tensioactivos sintéticos de primeira geração (contendo lípidos), sendo o CUROSURF ® o tensioactivo administrado em Portugal. Novos e promissores tensioactivos têm sido desenvolvidos, como os tensioactivos sintéticos de segunda geração (contendo lípidos e proteínas), para uma maior eficácia e segurança. |
|---|---|
| Autores principais: | Rodrigues, Maria Isabel Fidalgo Vaz Castela |
| Assunto: | Mestrado Integrado - 2015 Proteínas do tensioactivo Surfactante pulmonar Síndrome de Dificuldade Respiratória Tensioactivo pulmonar Tensioactivo pulmonar sintético |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O tensioactivo (também denominado surfactante) é um agente que diminui a tensão superficial entre dois meios. A tensão superficial na interfase gasosa-aquosa nos pulmões é diminuída pela presença de uma fina camada de líquido denominada de tensioactivo pulmonar. Este é produzido pelos pneumócitos tipo II presentes nos pulmões que são essenciais nas trocas gasosas e na manutenção da integridade estrutural dos alvéolos. O tensioactivo é um produto composto por lípidos e proteínas. A fosfatidilcolina e o fosfatidilglicerol são os maiores constituintes lipídicos e as SP-A, SP-B, SP-C e SP-D são quatro proteínas do tensioactivo. Os componentes lipídicos e proteicos são sintetizados separadamente e são armazenados nos corpos lamelares dos pneumócitos tipo II. Os corpos lamelares são os organelos principais na síntese e metabolismo do tensioactivo. A síntese, a secreção e a reciclagem dos lípidos e das proteínas do tensioactivo são reguladas por mecanismos genéticos e metabólicos complexos. A interacção entre lípidos e proteínas é muito importante para a organização estrutural e funcionamento da monocamada de tensioactivo. Alterações na homeostase do tensioactivo ou nas suas propriedades biofísicas podem resultar em défice de tensioactivo, o qual poderá ser responsável por doenças como a Síndrome de Dificuldade Respiratória, a proteinose alveolar do pulmão, doenças intersticiais do pulmão e doenças pulmonares crónicas. Actualmente, o uso de tensioactivos sintéticos de origem animal são preferidos em relação aos tensioactivos sintéticos de primeira geração (contendo lípidos), sendo o CUROSURF ® o tensioactivo administrado em Portugal. Novos e promissores tensioactivos têm sido desenvolvidos, como os tensioactivos sintéticos de segunda geração (contendo lípidos e proteínas), para uma maior eficácia e segurança. |
|---|