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Experiência académica e sobrecarga dos estudantes de medicina no contexto da COVID-19

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A pandemia COVID-19 tem tido impacto no bem-estar e na saúde mental dos estudantes de medicina. De forma abrupta, as aulas passaram de presenciais a online, alterando-se o método de ensino. Os convívios interpessoais presenciais reduziram significativamente e o uso das redes sociais aumentou. Com a pandemia e consequente isolamento inerente às medidas de distanciamento quer físico quer social, surgiram sintomas psicopatológicos. Questiona-se se todos estes fatores contribuíram para desencadear sobrecarga/burnout nos alunos de medicina. Objetivo: Avaliar o impacto das medidas de contenção social devidas à pandemia COVID- 19 na qualidade do ensino e na sobrecarga de estudantes de Medicina. Método: Aplicação de um questionário online aos alunos do 1º ao 6 º ano da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Para avaliar a ansiedade face à pandemia utiliza- se a Coronavirus Anxiety Scale (CAS). Para estudar a exaustão emocional, recorre-se ao Oldenburg Burnout Measure adaptando-o à situação pandémica atual. Também se analisam as implicações do ensino online no percurso académico e na saúde mental do estudante, as condições físicas e técnicas de que dispunham para assistir às aulas e o grau de satisfação decorrente deste novo método. Resultados: Responderam 185 estudantes (77,8% raparigas). A prevalência de ansiedade disfuncional foi de 12,4%. Os estudantes do género feminino apresentaram scores de burnout na dimensão Disengagement (desmotivação), superiores aos do género masculino. Conclusão: Verificou-se que a pandemia COVID-19 afetou de forma significativa os níveis de burnout e de ansiedade e que a mudança para o ensino online também constituiu um fator de aumento da sobrecarga. A disrupção das rotinas relacionou-se com níveis mais elevados de burnout.
Autores principais:Neves, Mariana Vieira Coelho de Medeiros
Assunto:Burnout Estudantes de medicina Pandemia COVID-19 Ensino online
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A pandemia COVID-19 tem tido impacto no bem-estar e na saúde mental dos estudantes de medicina. De forma abrupta, as aulas passaram de presenciais a online, alterando-se o método de ensino. Os convívios interpessoais presenciais reduziram significativamente e o uso das redes sociais aumentou. Com a pandemia e consequente isolamento inerente às medidas de distanciamento quer físico quer social, surgiram sintomas psicopatológicos. Questiona-se se todos estes fatores contribuíram para desencadear sobrecarga/burnout nos alunos de medicina. Objetivo: Avaliar o impacto das medidas de contenção social devidas à pandemia COVID- 19 na qualidade do ensino e na sobrecarga de estudantes de Medicina. Método: Aplicação de um questionário online aos alunos do 1º ao 6 º ano da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Para avaliar a ansiedade face à pandemia utiliza- se a Coronavirus Anxiety Scale (CAS). Para estudar a exaustão emocional, recorre-se ao Oldenburg Burnout Measure adaptando-o à situação pandémica atual. Também se analisam as implicações do ensino online no percurso académico e na saúde mental do estudante, as condições físicas e técnicas de que dispunham para assistir às aulas e o grau de satisfação decorrente deste novo método. Resultados: Responderam 185 estudantes (77,8% raparigas). A prevalência de ansiedade disfuncional foi de 12,4%. Os estudantes do género feminino apresentaram scores de burnout na dimensão Disengagement (desmotivação), superiores aos do género masculino. Conclusão: Verificou-se que a pandemia COVID-19 afetou de forma significativa os níveis de burnout e de ansiedade e que a mudança para o ensino online também constituiu um fator de aumento da sobrecarga. A disrupção das rotinas relacionou-se com níveis mais elevados de burnout.