Publicação
Fatores com potencial impacto na fertilidade de vacas Frísias Holstein sujeitas à inseminação artificial, na ilha de São Miguel (Açores)
| Resumo: | RESUMO - A fertilidade é um conceito multifatorial que depende da saúde, nutrição, genética, maneio e ambiente a que as vacas Frísias Holstein são sujeitas, daí que estes parâmetros devem ser monitorizados de forma a evitar graves prejuízos económicos para as explorações agropecuárias. Dentro dos fatores que podem condicionar a fertilidade, neste estudo, procurou-se averiguar a influência da distância anogenital, da temperatura retal, do número de partos, do sistema de produção, da pelagem, do inseminador, do intervalo parto - primeira inseminação artificial e da estação do ano aquando da inseminação, na fertilidade à primeira inseminação pós-parto de vacas Frísias Holstein, na ilha de São Miguel (Açores). Para o efeito, foram selecionadas 6 explorações onde, entre setembro de 2023 e julho de 2024, dois inseminadores recolheram vários dados das vacas sujeitas à primeira IA pós-parto: a identificação; a distância anogenital (cm), através de uma fita métrica analógica; a temperatura retal (ºC) por um termómetro digital e a pelagem, pela observação visual da cor dominante. Cerca de 30 a 45 dias após a inseminação, os médicos veterinários assistentes destas explorações realizaram os diagnósticos de gestação destas vacas incluídas no estudo, a fim de se verificar a fertilidade das mesmas. Da análise das 380 vacas incluídas, concluiu-se que a distância anogenital (p =0,077) e a temperatura retal (p =0,192) não influenciaram a fertilidade à primeira inseminação e, dos restantes fatores, apenas o sistema de produção teve impacto no resultado do diagnóstico de gestação (OR= 1,98; p = 0,001): as vacas ao ar livre apresentaram maior fertilidade à primeira inseminação que as vacas em estabulação permanente. Ademais, a distância anogenital demonstrou ser influenciada pelo número de partos (F= 5,29; p =0,006), no entanto, não sofreu impacto do fator intervalo parto - primeira inseminação artificial (F= 0,31; p =0,738). O sistema de produção (p =0,008) e a estação do ano aquando da inseminação (p < 0,001) influenciaram a temperatura retal das vacas. Em conclusão, dos fatores principais analisados, apesar de não terem influenciado a fertilidade, a temperatura retal e a distância anogenital poderão ser utilizados, futuramente, como indicadores de fertilidade: o primeiro como indicador do impacto das condições ambientais sobre os animais e o segundo como fenótipo preditivo da performance reprodutiva das gerações futuras, através da identificação de marcadores genéticos |
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| Autores principais: | Couto, Beatriz Carvalho |
| Assunto: | Fertilidade Distância anogenital Temperatura retal Inseminação artificial Vacas Frísias Holstein Fertility Anogenital distance Rectal temperature Artificial insemination Holstein Friesian cows |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | RESUMO - A fertilidade é um conceito multifatorial que depende da saúde, nutrição, genética, maneio e ambiente a que as vacas Frísias Holstein são sujeitas, daí que estes parâmetros devem ser monitorizados de forma a evitar graves prejuízos económicos para as explorações agropecuárias. Dentro dos fatores que podem condicionar a fertilidade, neste estudo, procurou-se averiguar a influência da distância anogenital, da temperatura retal, do número de partos, do sistema de produção, da pelagem, do inseminador, do intervalo parto - primeira inseminação artificial e da estação do ano aquando da inseminação, na fertilidade à primeira inseminação pós-parto de vacas Frísias Holstein, na ilha de São Miguel (Açores). Para o efeito, foram selecionadas 6 explorações onde, entre setembro de 2023 e julho de 2024, dois inseminadores recolheram vários dados das vacas sujeitas à primeira IA pós-parto: a identificação; a distância anogenital (cm), através de uma fita métrica analógica; a temperatura retal (ºC) por um termómetro digital e a pelagem, pela observação visual da cor dominante. Cerca de 30 a 45 dias após a inseminação, os médicos veterinários assistentes destas explorações realizaram os diagnósticos de gestação destas vacas incluídas no estudo, a fim de se verificar a fertilidade das mesmas. Da análise das 380 vacas incluídas, concluiu-se que a distância anogenital (p =0,077) e a temperatura retal (p =0,192) não influenciaram a fertilidade à primeira inseminação e, dos restantes fatores, apenas o sistema de produção teve impacto no resultado do diagnóstico de gestação (OR= 1,98; p = 0,001): as vacas ao ar livre apresentaram maior fertilidade à primeira inseminação que as vacas em estabulação permanente. Ademais, a distância anogenital demonstrou ser influenciada pelo número de partos (F= 5,29; p =0,006), no entanto, não sofreu impacto do fator intervalo parto - primeira inseminação artificial (F= 0,31; p =0,738). O sistema de produção (p =0,008) e a estação do ano aquando da inseminação (p < 0,001) influenciaram a temperatura retal das vacas. Em conclusão, dos fatores principais analisados, apesar de não terem influenciado a fertilidade, a temperatura retal e a distância anogenital poderão ser utilizados, futuramente, como indicadores de fertilidade: o primeiro como indicador do impacto das condições ambientais sobre os animais e o segundo como fenótipo preditivo da performance reprodutiva das gerações futuras, através da identificação de marcadores genéticos |
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