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A saúde oral de idosos residentes em lares no concelho de Vila Franca de Xira
| Summary: | Pretendeu-se com este trabalho investigar a problemática da saúde oral dos idosos residentes nos lares do Concelho de Vila Franca de Xira. Para atingir essa finalidade foram desenvolvidos dois estudos transversais, com um componente analítico, onde se procuraram estabelecer associações entre os dados obtidos. No primeiro estudo, determinou-se a prevalência e experiência de doenças orais em 403 residentes com mais de 65 anos, e investigaram-se os fatores que influenciam o estado de saúde oral apresentado No segundo estudo, procurou caracterizar‑se, sob o ponto de vista dos diretores técnicos e dos ajudantes de ação direta, as rotinas de saúde e de higiene oral praticadas nas instituições abrangidas, assim como averiguar os fatores que condicionam essas mesmas rotinas. Participaram neste estudo os diretores técnicos das sete instituições abrangidas e 155 ajudantes de ação direta. Em termos gerais, os resultados do Estudo I permitem‑nos afirmar que a saúde oral é bastante pobre, com uma elevada taxa de edentulismo, reabilitação protética inadequada, elevada prevalência de cáries coronais e radiculares e de patologia periodontal, e presença abundante de placa bacteriana nos dentes e próteses. Os resultados encontrados contrastam com a autoperceção de saúde oral. Foram identificados como determinantes do estado de saúde oral, nesta amostra, o género, a escolaridade, a profissão antes da reforma, a capacidade cognitiva, a dificuldade no autocuidado de higiene oral e a higiene oral diária. A institucionalização do idoso, embora não responsável pelo estado de saúde oral, poderá contribuir para a sua maior degradação, particularmente se não for mantida uma higiene oral regular e eficaz. Os resultados do estudo II evidenciaram uma elevada necessidade de intervenção, atendendo à inexistência quase total de protocolos de atuação de saúde oral nas instituições estudadas. Embora a maioria dos cuidadores refira ajudar sempre os residentes na higiene oral diária, tal não se reflete nos índices de higiene oral dos residentes. Os resultados deste trabalho refletem o quadro precário da saúde oral dos idosos institucionalizados. A melhor opção para atender a estas necessidades passará por uma abordagem multidisciplinar e multissectorial envolvendo um diagnóstico periódico, pela prestação ou apoio na higiene oral diária com procedimentos adaptados a cada instituição e pela resolução dos problemas encontrados, se possível, na própria instituição. Contudo, sem a mudança de atitudes e compromissos, face à saúde oral, de todos os intervenientes, não será possível reverter este quadro. |
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| Main Authors: | Ribeiro, Sandra, 1965- |
| Subject: | Teses de doutoramento - 2014 |
| Year: | 2014 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | doctoral thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Lisboa |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Summary: | Pretendeu-se com este trabalho investigar a problemática da saúde oral dos idosos residentes nos lares do Concelho de Vila Franca de Xira. Para atingir essa finalidade foram desenvolvidos dois estudos transversais, com um componente analítico, onde se procuraram estabelecer associações entre os dados obtidos. No primeiro estudo, determinou-se a prevalência e experiência de doenças orais em 403 residentes com mais de 65 anos, e investigaram-se os fatores que influenciam o estado de saúde oral apresentado No segundo estudo, procurou caracterizar‑se, sob o ponto de vista dos diretores técnicos e dos ajudantes de ação direta, as rotinas de saúde e de higiene oral praticadas nas instituições abrangidas, assim como averiguar os fatores que condicionam essas mesmas rotinas. Participaram neste estudo os diretores técnicos das sete instituições abrangidas e 155 ajudantes de ação direta. Em termos gerais, os resultados do Estudo I permitem‑nos afirmar que a saúde oral é bastante pobre, com uma elevada taxa de edentulismo, reabilitação protética inadequada, elevada prevalência de cáries coronais e radiculares e de patologia periodontal, e presença abundante de placa bacteriana nos dentes e próteses. Os resultados encontrados contrastam com a autoperceção de saúde oral. Foram identificados como determinantes do estado de saúde oral, nesta amostra, o género, a escolaridade, a profissão antes da reforma, a capacidade cognitiva, a dificuldade no autocuidado de higiene oral e a higiene oral diária. A institucionalização do idoso, embora não responsável pelo estado de saúde oral, poderá contribuir para a sua maior degradação, particularmente se não for mantida uma higiene oral regular e eficaz. Os resultados do estudo II evidenciaram uma elevada necessidade de intervenção, atendendo à inexistência quase total de protocolos de atuação de saúde oral nas instituições estudadas. Embora a maioria dos cuidadores refira ajudar sempre os residentes na higiene oral diária, tal não se reflete nos índices de higiene oral dos residentes. Os resultados deste trabalho refletem o quadro precário da saúde oral dos idosos institucionalizados. A melhor opção para atender a estas necessidades passará por uma abordagem multidisciplinar e multissectorial envolvendo um diagnóstico periódico, pela prestação ou apoio na higiene oral diária com procedimentos adaptados a cada instituição e pela resolução dos problemas encontrados, se possível, na própria instituição. Contudo, sem a mudança de atitudes e compromissos, face à saúde oral, de todos os intervenientes, não será possível reverter este quadro. |
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