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Os esquemas precoces maladaptativos e a desregulação emocional na adolescência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os Esquemas Precoces Maladaptativos correspondem a padrões cognitivos e emocionais que se desenvolvem numa fase precoce do desenvolvimento do indivíduo (infância e/ou adolescência) e, que se repetem ao longo da vida. A literatura salienta a existência de uma associação entre os Esquemas Precoces Maladaptativos e o desenvolvimento de psicopatologia na adolescência. Considerando a adolescência um período associado a variadas mudanças e transformações que ocorrem nos vários domínios (físico, social ou cognitivo), esta é também uma fase vulnerável para o desenvolvimento de dificuldades de regulação emocional. A presente investigação pretende explorar a associação entre a presença de Esquemas Precoces Maladaptativos e as Dificuldades de Regulação Emocional, na adolescência, com o desenvolvimento da psicopatologia. Desta forma foram aplicados, a uma amostra de adolescentes portugueses (10-17 anos, N = 185), o Inventário de Esquemas para Crianças (IEC, Rijkeboer & de Boo, 2010 - Schema Inventory for Children; versão portuguesa de Teixeira, 2010), a Escala de Dificuldades de Regulação Emocional (DERS; Gratz & Roemer, 2004; versão portuguesa de Fernandes, Pinheiro e Sá, 2017) e, o Questionário de Capacidades e de Dificuldades (SDQ, Goodman, 1997; versão portuguesa de Fleitlich, Loureiro, Fonseca e Gaspar, 2004). Os resultados demonstram que a estrutura fatorial encontrada, se mostra representativa e adequada dos Esquemas Precoces Maladaptativos nos adolescentes portugueses. Os resultados sugerem correlações significativas entre EPM e Dificuldades de Regulação Emocional. Para além disto evidenciam que algumas das Dificuldades de Regulação Emocional predizem o desenvolvimento de problemas externalizantes , internalizantes e de comportamento pró-Social, na adolescência. Os resultados são discutidos relativamente às suas implicações para as intervenções clínicas.
Autores principais:Santos, Mariana Martins
Assunto:Desregulação emocional Adolescência Regulação emocional Teses de mestrado - 2020
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os Esquemas Precoces Maladaptativos correspondem a padrões cognitivos e emocionais que se desenvolvem numa fase precoce do desenvolvimento do indivíduo (infância e/ou adolescência) e, que se repetem ao longo da vida. A literatura salienta a existência de uma associação entre os Esquemas Precoces Maladaptativos e o desenvolvimento de psicopatologia na adolescência. Considerando a adolescência um período associado a variadas mudanças e transformações que ocorrem nos vários domínios (físico, social ou cognitivo), esta é também uma fase vulnerável para o desenvolvimento de dificuldades de regulação emocional. A presente investigação pretende explorar a associação entre a presença de Esquemas Precoces Maladaptativos e as Dificuldades de Regulação Emocional, na adolescência, com o desenvolvimento da psicopatologia. Desta forma foram aplicados, a uma amostra de adolescentes portugueses (10-17 anos, N = 185), o Inventário de Esquemas para Crianças (IEC, Rijkeboer & de Boo, 2010 - Schema Inventory for Children; versão portuguesa de Teixeira, 2010), a Escala de Dificuldades de Regulação Emocional (DERS; Gratz & Roemer, 2004; versão portuguesa de Fernandes, Pinheiro e Sá, 2017) e, o Questionário de Capacidades e de Dificuldades (SDQ, Goodman, 1997; versão portuguesa de Fleitlich, Loureiro, Fonseca e Gaspar, 2004). Os resultados demonstram que a estrutura fatorial encontrada, se mostra representativa e adequada dos Esquemas Precoces Maladaptativos nos adolescentes portugueses. Os resultados sugerem correlações significativas entre EPM e Dificuldades de Regulação Emocional. Para além disto evidenciam que algumas das Dificuldades de Regulação Emocional predizem o desenvolvimento de problemas externalizantes , internalizantes e de comportamento pró-Social, na adolescência. Os resultados são discutidos relativamente às suas implicações para as intervenções clínicas.