Publicação
As especificidades da formação em empresas portuguesas exportadoras
| Resumo: | A internacionalização das empresas constitui um efeito do fenómeno da globalização, característica da actual economia mundial. As empresas internacionalizadas necessitam de dispor de funcionários com competências que lhes permitam serem bem-sucedidas e diferenciarem-se no mercado. Num mundo em que é consensual que os recursos humanos são o motor das organizações, importa desenvolvê-los e torna-los cada vez mais produtivos. O investimento no desenvolvimento dos recursos humanos nas empresas internacionalizadas é, aliás, particularmente estratégico, na medida em que minimiza as dificuldades que surgem no lidar com mercados e realidades diferentes das que caracterizam o país de origem. Consequentemente, tal investimento contribui decisivamente para o incremento do desempenho e da competitividade das organizações. A presente investigação debruça-se sobre empresas exportadoras e as especificidades da formação neste tipo de empresas. O principal objectivo é analisar de que forma o facto de as empresas exportadoras estarem inseridas no mercado internacional afecta a formação desenvolvida junto dos funcionários envolvidos no processo de exportação. A investigação foi direccionada para as 30 maiores empresas exportadoras portuguesas sediadas na área de Lisboa, tendo sido adoptada uma metodologia exploratória, qualitativa, mais concretamente a técnica da entrevista. Do referido universo de empresas, foi possível entrevistar 11 representantes da Gestão de Recursos Humanos, área responsável pelas questões de formação. Os resultados obtidos permitiram concluir que, de facto, a formação desenvolvida neste tipo de empresas é influenciada pelo facto de estas operarem a nível internacional, uma vez que os conteúdos são direccionados para temas relevantes neste âmbito. Foi igualmente possível analisar as perspectivas da Gestão de Recursos Humanos acerca do que consideram ser os procedimentos mais adequados em termos da formação a desenvolver em empresas exportadoras de modo geral, assim como caracterizar as práticas de formação existentes nas empresas estudadas. Pôde-se, pois, comparar o que as empresas consideram ser o ideal e aquilo que, de facto, caracteriza a sua prática. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Rafaela Migueis |
| Assunto: | Globalização Internacionalização Exportação Formação Desempenho Vantagem competitiva Globalization Internationalization Exporting Training Performance Competitive advantage |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A internacionalização das empresas constitui um efeito do fenómeno da globalização, característica da actual economia mundial. As empresas internacionalizadas necessitam de dispor de funcionários com competências que lhes permitam serem bem-sucedidas e diferenciarem-se no mercado. Num mundo em que é consensual que os recursos humanos são o motor das organizações, importa desenvolvê-los e torna-los cada vez mais produtivos. O investimento no desenvolvimento dos recursos humanos nas empresas internacionalizadas é, aliás, particularmente estratégico, na medida em que minimiza as dificuldades que surgem no lidar com mercados e realidades diferentes das que caracterizam o país de origem. Consequentemente, tal investimento contribui decisivamente para o incremento do desempenho e da competitividade das organizações. A presente investigação debruça-se sobre empresas exportadoras e as especificidades da formação neste tipo de empresas. O principal objectivo é analisar de que forma o facto de as empresas exportadoras estarem inseridas no mercado internacional afecta a formação desenvolvida junto dos funcionários envolvidos no processo de exportação. A investigação foi direccionada para as 30 maiores empresas exportadoras portuguesas sediadas na área de Lisboa, tendo sido adoptada uma metodologia exploratória, qualitativa, mais concretamente a técnica da entrevista. Do referido universo de empresas, foi possível entrevistar 11 representantes da Gestão de Recursos Humanos, área responsável pelas questões de formação. Os resultados obtidos permitiram concluir que, de facto, a formação desenvolvida neste tipo de empresas é influenciada pelo facto de estas operarem a nível internacional, uma vez que os conteúdos são direccionados para temas relevantes neste âmbito. Foi igualmente possível analisar as perspectivas da Gestão de Recursos Humanos acerca do que consideram ser os procedimentos mais adequados em termos da formação a desenvolver em empresas exportadoras de modo geral, assim como caracterizar as práticas de formação existentes nas empresas estudadas. Pôde-se, pois, comparar o que as empresas consideram ser o ideal e aquilo que, de facto, caracteriza a sua prática. |
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