Publicação
A auto-representação na obra artística e literária de António Carneiro : -"(...) a excelsa ponte /Que à vida leva o caminheiro triste"
| Resumo: | As últimas décadas do seculo XIX e as primeiras do seculo XX testemunharam uma forte mudanca de paradigma (e um dilema) quer no campo das artes visuais quer no universo da produção literária: abandonar o vocabulário realista ou criar novos parâmetros de linguagem que pudessem alterar os padrões estéticos. Em Portugal, o clima de mudança e acentuado pelo contexto político, reforçando o sentimento de decadência que já grassava internacionalmente. Esta instabilidade conhece uma reacção mais assertiva na literatura do que nas artes. Enquanto as tendências literárias se sucediam com maior intensidade, nas academias de Belas-Artes o ensino estagnara, preso a um paisagismo naturalista, bucólico e pitoresco. Parecendo digno de bilhete-postal, na realidade as representações artísticas mais comuns do virar do seculo mostravam um Portugal impregnado de nacionalismo, mas sem capacidade de se afirmar. Situando a figura de António Carneiro (1872-1930) na época em questão, este estudo tem como objectivo principal a análise do problema da auto-representação na obra artística e literária do pintor amarantino. A abordagem ao modo enunciação do sujeito baseia-se num corpus criteriosamente seleccionado, do qual constam, em particular, os seus múltiplos auto-retratos, mas também o diário da viagem que o pintor fez a Itália em 1899 e um livro de sonetos, este ultimo publicado postumamente (em 1936 e em 1980). Seguindo uma perspectiva comparatista, traçam-se correspondências e estabelece-se a relação entre os diferentes modos discursivos. Assim, esta tese contribui para evidenciar a forma como o sujeito se coloca em questionamento permanente, na procura de respostas que lhe permitam aceder mais profundamente a sua identidade. |
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| Autores principais: | Duarte, Teresa Sofia Alves Miranda Bandeira, 1972- |
| Assunto: | Teses de doutoramento - 2013 |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As últimas décadas do seculo XIX e as primeiras do seculo XX testemunharam uma forte mudanca de paradigma (e um dilema) quer no campo das artes visuais quer no universo da produção literária: abandonar o vocabulário realista ou criar novos parâmetros de linguagem que pudessem alterar os padrões estéticos. Em Portugal, o clima de mudança e acentuado pelo contexto político, reforçando o sentimento de decadência que já grassava internacionalmente. Esta instabilidade conhece uma reacção mais assertiva na literatura do que nas artes. Enquanto as tendências literárias se sucediam com maior intensidade, nas academias de Belas-Artes o ensino estagnara, preso a um paisagismo naturalista, bucólico e pitoresco. Parecendo digno de bilhete-postal, na realidade as representações artísticas mais comuns do virar do seculo mostravam um Portugal impregnado de nacionalismo, mas sem capacidade de se afirmar. Situando a figura de António Carneiro (1872-1930) na época em questão, este estudo tem como objectivo principal a análise do problema da auto-representação na obra artística e literária do pintor amarantino. A abordagem ao modo enunciação do sujeito baseia-se num corpus criteriosamente seleccionado, do qual constam, em particular, os seus múltiplos auto-retratos, mas também o diário da viagem que o pintor fez a Itália em 1899 e um livro de sonetos, este ultimo publicado postumamente (em 1936 e em 1980). Seguindo uma perspectiva comparatista, traçam-se correspondências e estabelece-se a relação entre os diferentes modos discursivos. Assim, esta tese contribui para evidenciar a forma como o sujeito se coloca em questionamento permanente, na procura de respostas que lhe permitam aceder mais profundamente a sua identidade. |
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