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Avaliação de estruturas mosaico em estirpes clínicas de Chlamydia trachomatis

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Chlamydia trachomatis (C.trachomatis) é uma bactéria intracelular obrigatória que infecta exclusivamente os humanos, sendo responsável por doenças oculares, respiratórias e urogenitais. Apesar de estudos prévios indicarem a rara ocorrência de fenómenos de recombinação genética em microrganismos intracelulares, como a família Chlamydiaceae, a sua extensão e o seu papel evolutivo ainda não estão estimados. O objectivo do presente trabalho experimental consistiu em proceder a um estudo genómico comparativo de diversas regiões cromossómicas de todas as estirpes de referência de C. trachomatis, bem como de estirpes clínicas de diversos genótipos, de modo a proceder à identificação e análise de estruturas mosaico nesta bactéria. Por outro lado, averiguou-se a relação entre o predomínio mundial das estirpes clínicas com genótipo E e F e a eventual existência de uma estrutura genómica distinta. As análises molecular, estatística e filogenética revelaram uma elevada ocorrência de estruturas mosaico em estirpes de referência e clínicas, evidenciando a recombinação genética como o mecanismo mais plausível relativamente à acumulação de mutações pontuais. Hotspots para recombinação foram identificados a jusante do gene ompA, no qual se baseia a actual classificação das estirpes de C. trachomatis. A existência de estruturas mosaico sugere que a virulência não seja definida por um único gene (ompA), como demonstra a dissociação entre genótipo e dados clínicos. Contudo, e em termos evolutivos, os genótipos E e F parecem reflectir uma evolução clonal, em que a manutenção da arquictectura cromossómica poderá constituir a base do seu sucesso ecológico. Globalmente, estes resultados não apontam para mecanismos específicos que sejam responsáveis pelas diferenças de patogenicidade, mas proporcionam uma nova abordagem na investigação da base genética das estirpes, com implicações na classificação, evoluçã
Autores principais:Florindo, Carlos Alberto Lopes, 1979-
Assunto:Chlamydia trachomatis Recombinação genética Estrutura mosaico Virulência Evolução redutiva Teses de mestrado - 2008
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Chlamydia trachomatis (C.trachomatis) é uma bactéria intracelular obrigatória que infecta exclusivamente os humanos, sendo responsável por doenças oculares, respiratórias e urogenitais. Apesar de estudos prévios indicarem a rara ocorrência de fenómenos de recombinação genética em microrganismos intracelulares, como a família Chlamydiaceae, a sua extensão e o seu papel evolutivo ainda não estão estimados. O objectivo do presente trabalho experimental consistiu em proceder a um estudo genómico comparativo de diversas regiões cromossómicas de todas as estirpes de referência de C. trachomatis, bem como de estirpes clínicas de diversos genótipos, de modo a proceder à identificação e análise de estruturas mosaico nesta bactéria. Por outro lado, averiguou-se a relação entre o predomínio mundial das estirpes clínicas com genótipo E e F e a eventual existência de uma estrutura genómica distinta. As análises molecular, estatística e filogenética revelaram uma elevada ocorrência de estruturas mosaico em estirpes de referência e clínicas, evidenciando a recombinação genética como o mecanismo mais plausível relativamente à acumulação de mutações pontuais. Hotspots para recombinação foram identificados a jusante do gene ompA, no qual se baseia a actual classificação das estirpes de C. trachomatis. A existência de estruturas mosaico sugere que a virulência não seja definida por um único gene (ompA), como demonstra a dissociação entre genótipo e dados clínicos. Contudo, e em termos evolutivos, os genótipos E e F parecem reflectir uma evolução clonal, em que a manutenção da arquictectura cromossómica poderá constituir a base do seu sucesso ecológico. Globalmente, estes resultados não apontam para mecanismos específicos que sejam responsáveis pelas diferenças de patogenicidade, mas proporcionam uma nova abordagem na investigação da base genética das estirpes, com implicações na classificação, evoluçã