Publicação
Otimização energética em certificação RECS: análise detalhada de medidas de melhoria
| Resumo: | As emissões de gases associadas à queima de combustíveis fósseis têm inúmeros impactos ambientais e é alarmante a dependência de fontes poluentes e finitas. A operação dos parques edificados representa uma fatia de quase 40% em energia final consumida na União Europeia e assim, têm vindo a ser estabelecidos regulamentos e diretivas, em Portugal e na União Europeia, relacionados com a eficiência energética dos edifícios. Em alguns casos os objetivos de melhoria definidos em cada país revelam-se pouco ambiciosos ou ainda em desenvolvimento. Deve ser reforçada a aposta na geração distribuída renovável, para consumo no local ou nas proximidades. Demonstrou-se, neste documento, o fundamental processo de certificação energética dos edifícios, estudou-se a viabilidade da geração solar fotovoltaica em edifícios de serviços para alcançar a autossuficiência energética, analisou-se a influência de regimes diferentes de geração e consumo para evidenciar a necessidade de focar num indicador objetivo como o NZEB. Realizaram-se três casos de estudo considerando edifícios de serviços com localizações, arquiteturas e tipologias de consumo distintas, através de ferramentas de simulação. Dois dos edifícios alcançaram o standard NZEB+ enquanto que um ficou aquém do balanço anual líquido nulo. Este dispõe do rácio inferior de potência instalada para área útil interior. Destacaram-se duas causas-chave: os consumos elevados dos sistemas em operação contínua, incluindo em período nocturno; inviabilidade de instalar um parque solar de maior capacidade devido à arquitetura do edifício. O regime de operação em autoconsumo revelou-se o mais vantajoso, comparado com a alternativa de unidade de pequena produção, uma vez que a poupança associada a custos evitados se revela superior à venda total da energia produzida a um valor reduzido. Estas ferramentas não refletem ainda a realidade da transição para o novo paradigma dos “prosumers”. |
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| Autores principais: | Pritchard, Miguel Líbano Monteiro |
| Assunto: | Eficiência energética em edifícios Geração renovável distribuída Fotovoltaico NZEB Autonomia energética Prosumer Teses de mestrado - 2019 |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | As emissões de gases associadas à queima de combustíveis fósseis têm inúmeros impactos ambientais e é alarmante a dependência de fontes poluentes e finitas. A operação dos parques edificados representa uma fatia de quase 40% em energia final consumida na União Europeia e assim, têm vindo a ser estabelecidos regulamentos e diretivas, em Portugal e na União Europeia, relacionados com a eficiência energética dos edifícios. Em alguns casos os objetivos de melhoria definidos em cada país revelam-se pouco ambiciosos ou ainda em desenvolvimento. Deve ser reforçada a aposta na geração distribuída renovável, para consumo no local ou nas proximidades. Demonstrou-se, neste documento, o fundamental processo de certificação energética dos edifícios, estudou-se a viabilidade da geração solar fotovoltaica em edifícios de serviços para alcançar a autossuficiência energética, analisou-se a influência de regimes diferentes de geração e consumo para evidenciar a necessidade de focar num indicador objetivo como o NZEB. Realizaram-se três casos de estudo considerando edifícios de serviços com localizações, arquiteturas e tipologias de consumo distintas, através de ferramentas de simulação. Dois dos edifícios alcançaram o standard NZEB+ enquanto que um ficou aquém do balanço anual líquido nulo. Este dispõe do rácio inferior de potência instalada para área útil interior. Destacaram-se duas causas-chave: os consumos elevados dos sistemas em operação contínua, incluindo em período nocturno; inviabilidade de instalar um parque solar de maior capacidade devido à arquitetura do edifício. O regime de operação em autoconsumo revelou-se o mais vantajoso, comparado com a alternativa de unidade de pequena produção, uma vez que a poupança associada a custos evitados se revela superior à venda total da energia produzida a um valor reduzido. Estas ferramentas não refletem ainda a realidade da transição para o novo paradigma dos “prosumers”. |
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