Publicação
Enhancing vascular visualization for deep inferior epigastric perforators flap for breast reconstruction surgery
| Resumo: | O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum, sendo responsável por um total de 2,3 milhões de novos casos em 2020, o que representa 11,7% de todos os novos cancros. Apesar da elevada taxa de incidência, 80% dos indivíduos estão vivos dez anos após o diagnóstico. A cirurgia conservadora do cancro da mama com radioterapia adjuvante é considerada o gold-standard para o tratamento de doença localizada, com margens livres e melhores resultados estéticos. A abordagem conservadora inclui a excisão do tumor, preservando o tecido mamário remanescente e o formato natural da mama. Sempre que a abordagem conservadora não é viável, por uma rácio desfavorável entre o volume do tumor e o volume da mama, é necessário recorrer à mastectomia, com remoção total da mama. Sempre que se recorre à mastectomia, a reconstrução mamária imediata ou tardia pode ser considerada. A reconstrução mamária permite restabelecer o volume e a forma da mama, evitando um tórax achatado e com mau resultado estético. Dessa forma, foram desenvolvidas várias técnicas que utilizam enxertos autologos com esse fim. De todas, o Deep Inferior Epigastric Artery Perforator (DIEAP) tornou-se um dos mais utilizados. Esta técnica permite tanto a reconstrução imediata como tardia, mantendo uma taxa de complicações significativamente baixa e resultados estáveis ao longo do tempo. O procedimento do DIEAP envolve a colheita do excesso de pele e gordura subcutânea da parte inferior do abdómen transpondo-a para a região torácica. Durante a colheita do retalho, os vasos perfurantes provenientes da artéria epigástrica inferior são cuidadosamente dissecados ao longo do seu trajeto através do músculo reto abdominal, preservando o músculo e os seus nervos. Quando transferido para o tórax, é efetuada uma anastomose microvascular entre as perfurantes epigástricas inferiores profundas e os vasos mamários internos ou os vasos toraco-dorsais. O objetivo da tecnologia discutida neste trabalho é apoiar os cirurgiões nesta tarefa desafiante de planeamento do DIEAP, pelo que os modelos desenvolvidos devem ser de fácil utilização e aprendizagem. Ao avaliar a forma como os cirurgiões interagem com o sistema desenvolvido, verificou-se que, apesar de uma carga de trabalho algo elevada, os cirurgiões atribuíram uma classificação elevada à interface, o que é fundamental para o sucesso do seu trabalho. Os resultados do SUS indicam que os próprios modelos e a forma como foram configurados podem servir de base para futuras estruturas. No entanto, a interface entre os modelos e o cirurgião pode ser melhorada utilizando ferramentas de RA e RV. Isto realça a necessidade de equipas multidisciplinares, que combinem os esforços e os conhecimentos de cirurgiões e engenheiros, para desenvolver tecnologia prática e de fácil utilização para aplicação em ambiente real. Para o planeamento cirurgico de retalho DIEAP, os modelos 3D demonstraram melhorar a confiança dos cirurgiões em diferentes aspetos, como a escolha e o trajeto das perfurantes. Com a alternativa proposta ao método padrão da CTA, podemos oferecer aos cirurgiões uma forma de visualizar objetivamente os vasos perfurantes da artéria epigástrica inferior, contribuindo para um melhor planeamento da cirurgia e melhores resultados cirúrgicos. Utilizando modelos de RA e IA, é possível melhorar ainda mais estes modelos, diminuindo o tempo gasto na segmentação manual e potencialmente permitir ao cirurgião visualizar diretamente as perfurantes através da pele do paciente. |
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| Autores principais: | Pais, José Bernardo Gabirra de Carvalho Amorim |
| Assunto: | Mama Deep Inferior Epigastric Artery Perforator (DIEAP) Cirurgia Visualização vascular Aumentação |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum, sendo responsável por um total de 2,3 milhões de novos casos em 2020, o que representa 11,7% de todos os novos cancros. Apesar da elevada taxa de incidência, 80% dos indivíduos estão vivos dez anos após o diagnóstico. A cirurgia conservadora do cancro da mama com radioterapia adjuvante é considerada o gold-standard para o tratamento de doença localizada, com margens livres e melhores resultados estéticos. A abordagem conservadora inclui a excisão do tumor, preservando o tecido mamário remanescente e o formato natural da mama. Sempre que a abordagem conservadora não é viável, por uma rácio desfavorável entre o volume do tumor e o volume da mama, é necessário recorrer à mastectomia, com remoção total da mama. Sempre que se recorre à mastectomia, a reconstrução mamária imediata ou tardia pode ser considerada. A reconstrução mamária permite restabelecer o volume e a forma da mama, evitando um tórax achatado e com mau resultado estético. Dessa forma, foram desenvolvidas várias técnicas que utilizam enxertos autologos com esse fim. De todas, o Deep Inferior Epigastric Artery Perforator (DIEAP) tornou-se um dos mais utilizados. Esta técnica permite tanto a reconstrução imediata como tardia, mantendo uma taxa de complicações significativamente baixa e resultados estáveis ao longo do tempo. O procedimento do DIEAP envolve a colheita do excesso de pele e gordura subcutânea da parte inferior do abdómen transpondo-a para a região torácica. Durante a colheita do retalho, os vasos perfurantes provenientes da artéria epigástrica inferior são cuidadosamente dissecados ao longo do seu trajeto através do músculo reto abdominal, preservando o músculo e os seus nervos. Quando transferido para o tórax, é efetuada uma anastomose microvascular entre as perfurantes epigástricas inferiores profundas e os vasos mamários internos ou os vasos toraco-dorsais. O objetivo da tecnologia discutida neste trabalho é apoiar os cirurgiões nesta tarefa desafiante de planeamento do DIEAP, pelo que os modelos desenvolvidos devem ser de fácil utilização e aprendizagem. Ao avaliar a forma como os cirurgiões interagem com o sistema desenvolvido, verificou-se que, apesar de uma carga de trabalho algo elevada, os cirurgiões atribuíram uma classificação elevada à interface, o que é fundamental para o sucesso do seu trabalho. Os resultados do SUS indicam que os próprios modelos e a forma como foram configurados podem servir de base para futuras estruturas. No entanto, a interface entre os modelos e o cirurgião pode ser melhorada utilizando ferramentas de RA e RV. Isto realça a necessidade de equipas multidisciplinares, que combinem os esforços e os conhecimentos de cirurgiões e engenheiros, para desenvolver tecnologia prática e de fácil utilização para aplicação em ambiente real. Para o planeamento cirurgico de retalho DIEAP, os modelos 3D demonstraram melhorar a confiança dos cirurgiões em diferentes aspetos, como a escolha e o trajeto das perfurantes. Com a alternativa proposta ao método padrão da CTA, podemos oferecer aos cirurgiões uma forma de visualizar objetivamente os vasos perfurantes da artéria epigástrica inferior, contribuindo para um melhor planeamento da cirurgia e melhores resultados cirúrgicos. Utilizando modelos de RA e IA, é possível melhorar ainda mais estes modelos, diminuindo o tempo gasto na segmentação manual e potencialmente permitir ao cirurgião visualizar diretamente as perfurantes através da pele do paciente. |
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