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Casos de estudo Passive House e seu enquadramento regulamentar (REH)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O uso imoderado de recursos primários durante a evolução da nossa sociedade intensificou a sua escassez. Com o passar dos anos, esta escassez tem sido acentuada pela recorrente procura de fontes energéticas para serviços que beneficiam o ser humano a curto prazo, sem ter em conta os efeitos negativos a nível ambiental e climático. Este cenário advém da falta de preocupação com a conservação do ambiente e poderá ser mitigado com a implementação de medidas de eficiência energética em todos os setores de consumo de energia. As medidas deveriam focar-se nas áreas não só com maior consumo, mas também com o maior potencial de redução. Efetivamente, os edifícios representam 40 % do consumo de energia final da UE. É notória a necessidade de reabilitação dos edifícios e para tal, o conceito Passive House (PH) revela ser uma solução interessante, caso seja economicamente viável. A certificação PH não dispensa a certificação energética portuguesa (SCE), o que motiva uma comparação entre as duas, com o intuito de comparar o desempenho energético dos edifícios no enquadramento da certificação nacional face à certificação Passive House. Caso exista penalização dos edifícios, futuras revisões da legislação portuguesa poderão considerar a possibilidade de certificar edifícios como Passive House, em alternativa ao Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação e de Comércio e Serviços (REH e RECS), dado que o Instituto Passive House requer padrões de eficiência energética e conforto térmico elevados em todas as novas construções e reabilitações. O objetivo da presente dissertação reside em responder a esta questão para edifícios residenciais e identificar quais os parâmetros a melhorar, caso os indicadores do método REH sejam penalizadores comparativamente ao método PH. Para além de aferir se o sistema de certificação português se adequa a edifícios certificados como PH, é importante definir as divergências e semelhanças entre os dois métodos de cálculo. Foram selecionados dois casos de estudo de habitações, localizadas em Portugal, baseadas em critérios, de projeto e construção, Passive House. A certificação portuguesa de habitações é baseada no REH, um método de cálculo sazonal. A certificação Passive House tem por base o Passive House Planning Package (PHPP), um método mensal. A análise final das necessidades de energia para aquecimento, arrefecimento e energia primária das duas moradias, através do método sazonal e mensal, permitiu concluir que o REH não penaliza todos as habitações Passive House, tendo em conta que a energia primária não-renovável em Ílhavo é superior quando estimada pelo PHPP devido à energia primária para produção de AQS que considera perdas térmicas de distribuição e armazenamento, ao contrário do método REH. Não obstante, a necessidade de energia para aquecer e arrefecer as frações é inferior quando estimada pelo método PHPP, tanto em Ílhavo como em Alijó.
Autores principais:Aleixo, Sofia Nunes
Assunto:Passive House PHPP REH Necessidades de Energia Eficiência Energética Teses de mestrado - 2021
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O uso imoderado de recursos primários durante a evolução da nossa sociedade intensificou a sua escassez. Com o passar dos anos, esta escassez tem sido acentuada pela recorrente procura de fontes energéticas para serviços que beneficiam o ser humano a curto prazo, sem ter em conta os efeitos negativos a nível ambiental e climático. Este cenário advém da falta de preocupação com a conservação do ambiente e poderá ser mitigado com a implementação de medidas de eficiência energética em todos os setores de consumo de energia. As medidas deveriam focar-se nas áreas não só com maior consumo, mas também com o maior potencial de redução. Efetivamente, os edifícios representam 40 % do consumo de energia final da UE. É notória a necessidade de reabilitação dos edifícios e para tal, o conceito Passive House (PH) revela ser uma solução interessante, caso seja economicamente viável. A certificação PH não dispensa a certificação energética portuguesa (SCE), o que motiva uma comparação entre as duas, com o intuito de comparar o desempenho energético dos edifícios no enquadramento da certificação nacional face à certificação Passive House. Caso exista penalização dos edifícios, futuras revisões da legislação portuguesa poderão considerar a possibilidade de certificar edifícios como Passive House, em alternativa ao Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação e de Comércio e Serviços (REH e RECS), dado que o Instituto Passive House requer padrões de eficiência energética e conforto térmico elevados em todas as novas construções e reabilitações. O objetivo da presente dissertação reside em responder a esta questão para edifícios residenciais e identificar quais os parâmetros a melhorar, caso os indicadores do método REH sejam penalizadores comparativamente ao método PH. Para além de aferir se o sistema de certificação português se adequa a edifícios certificados como PH, é importante definir as divergências e semelhanças entre os dois métodos de cálculo. Foram selecionados dois casos de estudo de habitações, localizadas em Portugal, baseadas em critérios, de projeto e construção, Passive House. A certificação portuguesa de habitações é baseada no REH, um método de cálculo sazonal. A certificação Passive House tem por base o Passive House Planning Package (PHPP), um método mensal. A análise final das necessidades de energia para aquecimento, arrefecimento e energia primária das duas moradias, através do método sazonal e mensal, permitiu concluir que o REH não penaliza todos as habitações Passive House, tendo em conta que a energia primária não-renovável em Ílhavo é superior quando estimada pelo PHPP devido à energia primária para produção de AQS que considera perdas térmicas de distribuição e armazenamento, ao contrário do método REH. Não obstante, a necessidade de energia para aquecer e arrefecer as frações é inferior quando estimada pelo método PHPP, tanto em Ílhavo como em Alijó.