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Distribuição nuclear, dinâmica e função das topoisomerases I, IIα e IIβ na replicação de genomas : estudo experimental no adenovírus serótipo 2-

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Resumo:Neste trabalho foi estudado o papel das topoisomerases celulares (I, IIα e IIβ) na replicação, usando os adenovírus como modelo. Os adenovírus apresentam um genoma de ADN de cadeia dupla e são responsáveis por infecções respiratórias, gastro-intestinais, oftalmológicas, neurológicas e genito-urinárias. São organismos ubiquitários, infectam passáros e a maioria dos mamíferos, incluindo o Homem. Com efeito, a importância destes vírus tem vindo a aumentar por surgirem associados a novos quadros nosológicos (imunodeficiências, transplantes de órgãos) e por poderem vir a funcionar como vectores terapêuticos em doenças genéticas e na viroterapia do cancro. No presente trabalho (1) analisámos a distribuição das topoisomerases I, IIα e IIβ no núcleo de células infectadas, com utilização de tecnologias modernas de microscopia, (2) caracterizámos funcionalmente os locais de acumulação destas enzimas, (3) testámos se a replicação e a transcrição virais eram necessárias ao seu recrutamento, (4) estudámos a dinâmica das topoisomerases I e IIα in vivo por FRAP, (5) realizámos a analise mutacional da topoisomerase I e (6) quantificámos as concentrações e actividades catalíticas das topoisomerases antes e depois da infecção. Por fim, (7) abordámos a conexão funcional entre estas proteínas celulares e a replicação do vírus por depleção selectiva de cada topoisomerase (siRNA), evitando os efeitos genotóxicos dos fármacos antitopoisomerase. Os resultados obtidos permitem concluir que ambos os tipos de topoisomerases (I e II) são utilizados pelo adenovírus durante a sua replicação, mas que o seu papel é diferencial, com relevo inesperado para as topoisomerases IIα e IIβ. Estes resultados sugerem que as topoisomerases poderão ser potenciais alvos na terapêutica de patologias infecciosas e potenciais factores preditivos na terapêutica viral do cancro.
Autores principais:Ferreira, Fernando António da Costa
Assunto:Topoisomerases celulares Adenovírus Replicação genómica Cancro Cellular topoisomerases Adenovirus Genome replication Cancer
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Neste trabalho foi estudado o papel das topoisomerases celulares (I, IIα e IIβ) na replicação, usando os adenovírus como modelo. Os adenovírus apresentam um genoma de ADN de cadeia dupla e são responsáveis por infecções respiratórias, gastro-intestinais, oftalmológicas, neurológicas e genito-urinárias. São organismos ubiquitários, infectam passáros e a maioria dos mamíferos, incluindo o Homem. Com efeito, a importância destes vírus tem vindo a aumentar por surgirem associados a novos quadros nosológicos (imunodeficiências, transplantes de órgãos) e por poderem vir a funcionar como vectores terapêuticos em doenças genéticas e na viroterapia do cancro. No presente trabalho (1) analisámos a distribuição das topoisomerases I, IIα e IIβ no núcleo de células infectadas, com utilização de tecnologias modernas de microscopia, (2) caracterizámos funcionalmente os locais de acumulação destas enzimas, (3) testámos se a replicação e a transcrição virais eram necessárias ao seu recrutamento, (4) estudámos a dinâmica das topoisomerases I e IIα in vivo por FRAP, (5) realizámos a analise mutacional da topoisomerase I e (6) quantificámos as concentrações e actividades catalíticas das topoisomerases antes e depois da infecção. Por fim, (7) abordámos a conexão funcional entre estas proteínas celulares e a replicação do vírus por depleção selectiva de cada topoisomerase (siRNA), evitando os efeitos genotóxicos dos fármacos antitopoisomerase. Os resultados obtidos permitem concluir que ambos os tipos de topoisomerases (I e II) são utilizados pelo adenovírus durante a sua replicação, mas que o seu papel é diferencial, com relevo inesperado para as topoisomerases IIα e IIβ. Estes resultados sugerem que as topoisomerases poderão ser potenciais alvos na terapêutica de patologias infecciosas e potenciais factores preditivos na terapêutica viral do cancro.