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As metamorfoses da escravatura moderna. Trabalho, autopropriedade e o problema da escravatura na história do capitalismo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Embora a escravatura seja ilegal em todo o mundo, diversos organismos internacionais têm avançado com estimativas de milhões de escravos ou de situações próximas da escravatura no mundo contemporâneo. Este paradoxo da chamada “escravatura moderna” e sua controvérsia apenas pode começar a ser esclarecido a partir duma análise retrospectiva da constituição e dinâmica histórica da forma social do capitalismo e das correspondentes metamorfoses da escravatura desde o século XV. Através de um aprofundamento do conceito de escravatura e da historicidade das categorias fundamentais da crítica da economia política marxiana, à semelhança do realizado recentemente pelo paradigma da “crítica do valor”, são discutidos os materiais empíricos e grelhas conceptuais envolvidos nos sucessivos debates económicos e historiográficos das últimas décadas sobre a relação, tantas vezes considerada paradoxal, entre escravatura e capitalismo. O autor procura mostrar que o esclarecimento dessa relação processual passa pela historicidade das formas sócio-económicas do “trabalho” e da “autopropriedade”.
Autores principais:Lamas, Bruno Miguel de Azevedo
Assunto:escravatura “escravatura moderna” capitalismo trabalho autopropriedade slavery “modern slavery” capitalism labor self-ownership
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Embora a escravatura seja ilegal em todo o mundo, diversos organismos internacionais têm avançado com estimativas de milhões de escravos ou de situações próximas da escravatura no mundo contemporâneo. Este paradoxo da chamada “escravatura moderna” e sua controvérsia apenas pode começar a ser esclarecido a partir duma análise retrospectiva da constituição e dinâmica histórica da forma social do capitalismo e das correspondentes metamorfoses da escravatura desde o século XV. Através de um aprofundamento do conceito de escravatura e da historicidade das categorias fundamentais da crítica da economia política marxiana, à semelhança do realizado recentemente pelo paradigma da “crítica do valor”, são discutidos os materiais empíricos e grelhas conceptuais envolvidos nos sucessivos debates económicos e historiográficos das últimas décadas sobre a relação, tantas vezes considerada paradoxal, entre escravatura e capitalismo. O autor procura mostrar que o esclarecimento dessa relação processual passa pela historicidade das formas sócio-económicas do “trabalho” e da “autopropriedade”.