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Percorrendo o Baixo Tejo: Regionalização e Identidades Culturais na 2ª metade do 1º milénio a.C.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os meados do 1º milénio a.C. marcam uma fase de fortes modificações na fachada ocidental atlântica do território português, e que se verificam particularmente no quadro das estratégias de ocupação e exploração do território, e na cultura material. A análise deste espaço geográfico permite identificar uma primeira realidade, muito característica, que se estende desde a zona mais ocidental da Península de Lisboa até ao interior do estuário do Tejo (Cartaxo) e que se pode facilmente associar a uma certa capitalidade do núcleo de Lisboa sobre esta região. Esta marcada influência diminui apenas nas áreas mais setentrionais do curso do Tejo, onde se torna visível, a partir dos momentos mais tardios da Idade do Ferro, um confluir de influências que incluem não só alguns elementos mais característicos do espaço mais litoral mas também de outras tendências relacionadas com zonas mais interiores do território peninsular, e que se podem associar a realidades de matriz «celtizante». Neste trabalho, procura-se apresentar uma leitura abrangente destas diversas situações, através da sistematização dos dados disponíveis sobre as diferentes estratégias territoriais e económicas desenvolvidas na região, de forma a caracterizar a diversidade cultural ao longo do Baixo Tejo durante a segunda metade do 1º milénio a.C.
Autores principais:Sousa, Elisa de
Assunto:Baixo Tejo Estratégias de ocupação e exploração de recursos Cultura material Lisboa Lower Tagus Occupation and resource exploitation strategies Material culture Lisbon
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os meados do 1º milénio a.C. marcam uma fase de fortes modificações na fachada ocidental atlântica do território português, e que se verificam particularmente no quadro das estratégias de ocupação e exploração do território, e na cultura material. A análise deste espaço geográfico permite identificar uma primeira realidade, muito característica, que se estende desde a zona mais ocidental da Península de Lisboa até ao interior do estuário do Tejo (Cartaxo) e que se pode facilmente associar a uma certa capitalidade do núcleo de Lisboa sobre esta região. Esta marcada influência diminui apenas nas áreas mais setentrionais do curso do Tejo, onde se torna visível, a partir dos momentos mais tardios da Idade do Ferro, um confluir de influências que incluem não só alguns elementos mais característicos do espaço mais litoral mas também de outras tendências relacionadas com zonas mais interiores do território peninsular, e que se podem associar a realidades de matriz «celtizante». Neste trabalho, procura-se apresentar uma leitura abrangente destas diversas situações, através da sistematização dos dados disponíveis sobre as diferentes estratégias territoriais e económicas desenvolvidas na região, de forma a caracterizar a diversidade cultural ao longo do Baixo Tejo durante a segunda metade do 1º milénio a.C.