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O desenho caricatural de Leal da Câmara na colecção da Casa-Museu da Rinchoa : 1895-1915

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nascido em Nova Goa e criado em Portugal, Leal da Câmara cresceu, por força das circunstâncias, sob a tutela materna que lhe deu as bases da sua formação pessoal e o viu exercer uma rebelde cidadania. Embora longe dos grandes centros mundiais, Portugal era parte de uma Europa em desenvolvimento mas em forte convulsão social. Contra a monarquia Constitucional, Leal da Câmara pôs todo o seu talento satírico ao serviço da causa republicana, coadjuvado por uma cada vez mais forte imprensa, tendo desde cedo usado o desenho caricatural para fazer frente àqueles a quem decretara guerra. Os seus adversários eram o poder instituído e os seus suportes e esta atitude não ficou incólume. Perseguido, à prisão escolheu a fuga para Espanha. Foram muitas as publicações em que colaborou e que usou como arma política até 1898. Na sua juventude já a arte estava em franca transformação, procurando novos rumos. Dois anos em Espanha, prelúdio do encontro com Paris,
Autores principais:Bernardino, Arminda
Assunto:Desenho Caricaturas Humor Teses de mestrado
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Nascido em Nova Goa e criado em Portugal, Leal da Câmara cresceu, por força das circunstâncias, sob a tutela materna que lhe deu as bases da sua formação pessoal e o viu exercer uma rebelde cidadania. Embora longe dos grandes centros mundiais, Portugal era parte de uma Europa em desenvolvimento mas em forte convulsão social. Contra a monarquia Constitucional, Leal da Câmara pôs todo o seu talento satírico ao serviço da causa republicana, coadjuvado por uma cada vez mais forte imprensa, tendo desde cedo usado o desenho caricatural para fazer frente àqueles a quem decretara guerra. Os seus adversários eram o poder instituído e os seus suportes e esta atitude não ficou incólume. Perseguido, à prisão escolheu a fuga para Espanha. Foram muitas as publicações em que colaborou e que usou como arma política até 1898. Na sua juventude já a arte estava em franca transformação, procurando novos rumos. Dois anos em Espanha, prelúdio do encontro com Paris,