Publicação

Valores face a diferentes actividades e crenças de auto eficácia em alunos do ensino secundário

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O tema do auto-conhecimento tem estado presente em diferentes momentos da história da Psicologia. Wunt sublinha a importância da introspecção, método que permite a observação do indivíduo por si mesmo, quando associado à experimentação e baseado em investigação laboratorial. A esta corrente, voltada para o estudo dos processos conscientes e da sua combinação, sucede o domínio do pensamento psicanalítico e behaviorista na Psicologia, ambos críticos em relação ao conhecimento de si próprio. Por volta dos anos 30 há que referir como um contributo importante para o referido tema o aparecimento dos psicólogos do "self" nos Estados Unidos, nomeadamente as concepções de Gordon Allport e a sua teoria da personalidade, onde o "self" tem um papel chave, como entidade que atribui consistência às atitudes, objectivos e valores do indivíduo (Ferreira-Marques, 1999). A década de 50 constitui um marco importante de mudança, com o aparecimento das teorias humanistas, fenomenológicas e cognitivistas que sublinham a importância das experiências pessoais e dos significados pessoais que as mesmas possuem para o indivíduo. Há, por conseguinte, uma orientação para a subjectividade das experiências e a forma como as pessoas se conhecem a si próprias e ao mundo que as rodeia. Esta visão tem, na mesma época, as suas repercussões na Psicologia das Carreiras, com a introdução da perspectiva desenvolvimentista. Assiste-se a uma renovação das perspectivas teóricas, que colocam ênfase no autoconhecimento como principal determinante ou organizador dos processos de escolha, abrindo-se, caminho à progressiva valorização do autoconhecimento como objectivo central das intervenções (Breda, 1997). Se analisarmos as actuais correntes teóricas ligadas ao desenvolvimento da carreira verificamos a existência de construtos teóricos relacionados com formas de compreender a contribuição das experiências intrapessoais nos comportamentos vocacionais. Com efeito, cada uma tenta explicar os processos através dos quais o indivíduo responde à questão "Quem sou eu?", utilizando termos como "self", autoconceito, identidade vocacional, auto imagem ou generalizações de auto observações. De uma forma geral, estes diferentes construtos pressupõem a noção de autoconsciência e autoconhecimento, mas apresentam algumas diferenças entre si, nomeadamente diferem no nível de abstracção, sendo os dois primeiros os mais abstractos e o último aquele que é apresentado de uma forma mais parcimoniosa. (Bluestein, 1994). (...)
Autores principais:Candeias, Paula Cristina Pires dos Santos, 1963-
Assunto:Psicologia aplicada Desenvolvimento da carreira Valores Auto-eficácia Ensino secundário Teses de mestrado - 2001
Ano:2000
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O tema do auto-conhecimento tem estado presente em diferentes momentos da história da Psicologia. Wunt sublinha a importância da introspecção, método que permite a observação do indivíduo por si mesmo, quando associado à experimentação e baseado em investigação laboratorial. A esta corrente, voltada para o estudo dos processos conscientes e da sua combinação, sucede o domínio do pensamento psicanalítico e behaviorista na Psicologia, ambos críticos em relação ao conhecimento de si próprio. Por volta dos anos 30 há que referir como um contributo importante para o referido tema o aparecimento dos psicólogos do "self" nos Estados Unidos, nomeadamente as concepções de Gordon Allport e a sua teoria da personalidade, onde o "self" tem um papel chave, como entidade que atribui consistência às atitudes, objectivos e valores do indivíduo (Ferreira-Marques, 1999). A década de 50 constitui um marco importante de mudança, com o aparecimento das teorias humanistas, fenomenológicas e cognitivistas que sublinham a importância das experiências pessoais e dos significados pessoais que as mesmas possuem para o indivíduo. Há, por conseguinte, uma orientação para a subjectividade das experiências e a forma como as pessoas se conhecem a si próprias e ao mundo que as rodeia. Esta visão tem, na mesma época, as suas repercussões na Psicologia das Carreiras, com a introdução da perspectiva desenvolvimentista. Assiste-se a uma renovação das perspectivas teóricas, que colocam ênfase no autoconhecimento como principal determinante ou organizador dos processos de escolha, abrindo-se, caminho à progressiva valorização do autoconhecimento como objectivo central das intervenções (Breda, 1997). Se analisarmos as actuais correntes teóricas ligadas ao desenvolvimento da carreira verificamos a existência de construtos teóricos relacionados com formas de compreender a contribuição das experiências intrapessoais nos comportamentos vocacionais. Com efeito, cada uma tenta explicar os processos através dos quais o indivíduo responde à questão "Quem sou eu?", utilizando termos como "self", autoconceito, identidade vocacional, auto imagem ou generalizações de auto observações. De uma forma geral, estes diferentes construtos pressupõem a noção de autoconsciência e autoconhecimento, mas apresentam algumas diferenças entre si, nomeadamente diferem no nível de abstracção, sendo os dois primeiros os mais abstractos e o último aquele que é apresentado de uma forma mais parcimoniosa. (Bluestein, 1994). (...)