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Intervenção farmacêutica na fibrilhação auricular

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Resumo:A fibrilhação auricular (FA) é uma taquiarritmia supraventricular cuja ativação elétrica descoordenada da aurícula produz uma contração ineficaz da mesma. Assim, o fluxo anormal de sangue é um fator de risco major para a ocorrência de eventos tromboembólicos, o que coloca estes doentes com um risco acrescido de desenvolver acidente vascular cerebral (AVC). Os fatores de risco associados e que podem agravar esta doença são vários. Destacam-se os fatores de risco cardiovasculares como a diabetes, hipertensão arterial, tabagismo e obesidade. Esta doença é uma arritmia frequente e mais prevalente na população idosa, aumentando progressivamente com o avanço da idade. Assim, pode vir a ser considerada uma epidemia silenciosa, face ao aumento da esperança média de vida das populações. O contexto epidemiológico nacional e internacional é preocupante, com estimativas incertas e vários milhões de casos estimados a partir de 2050, respetivamente. A terapêutica disponível tem como objetivo prevenir a ocorrência de AVC, controlar os sintomas e controlar os fatores de risco. Desta forma, torna-se essencial apostar na prevenção, controlo dos fatores de risco e educação das populações sobre a terapêutica e a própria doença. É neste sentido que o farmacêutico pode desempenhar um papel crucial, combatendo a subnotificação e progressão da fibrilhação auricular, bem como melhorar o seu prognóstico. A intervenção farmacêutica centra-se, por isso, ao nível dos cuidados de saúde primários (centros de saúde e farmácias) e cuidados de saúde secundários (hospitais e clínicas prestadoras de cuidados especializados). Estas intervenções englobam rastreios e campanhas de deteção precoce da doença, revisão da terapêutica, programas de educação para a saúde, aconselhamento farmacêutico, revisão de indicação, efeitos adversos, contraindicações, entre outras. Assim, torna-se evidente que o farmacêutico pode diminuir o impacto pessoal, social e económico desta doença, se forem disponibilizados os recursos necessários e houver capacidade de trabalho em equipa com outros profissionais de saúde, doentes, cuidadores e familiares.
Autores principais:Gameiro, Gil Marto
Assunto:Fibrilhação auricular Intervenção farmacêutica Rastreios Cardiologia Mestrado Integrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A fibrilhação auricular (FA) é uma taquiarritmia supraventricular cuja ativação elétrica descoordenada da aurícula produz uma contração ineficaz da mesma. Assim, o fluxo anormal de sangue é um fator de risco major para a ocorrência de eventos tromboembólicos, o que coloca estes doentes com um risco acrescido de desenvolver acidente vascular cerebral (AVC). Os fatores de risco associados e que podem agravar esta doença são vários. Destacam-se os fatores de risco cardiovasculares como a diabetes, hipertensão arterial, tabagismo e obesidade. Esta doença é uma arritmia frequente e mais prevalente na população idosa, aumentando progressivamente com o avanço da idade. Assim, pode vir a ser considerada uma epidemia silenciosa, face ao aumento da esperança média de vida das populações. O contexto epidemiológico nacional e internacional é preocupante, com estimativas incertas e vários milhões de casos estimados a partir de 2050, respetivamente. A terapêutica disponível tem como objetivo prevenir a ocorrência de AVC, controlar os sintomas e controlar os fatores de risco. Desta forma, torna-se essencial apostar na prevenção, controlo dos fatores de risco e educação das populações sobre a terapêutica e a própria doença. É neste sentido que o farmacêutico pode desempenhar um papel crucial, combatendo a subnotificação e progressão da fibrilhação auricular, bem como melhorar o seu prognóstico. A intervenção farmacêutica centra-se, por isso, ao nível dos cuidados de saúde primários (centros de saúde e farmácias) e cuidados de saúde secundários (hospitais e clínicas prestadoras de cuidados especializados). Estas intervenções englobam rastreios e campanhas de deteção precoce da doença, revisão da terapêutica, programas de educação para a saúde, aconselhamento farmacêutico, revisão de indicação, efeitos adversos, contraindicações, entre outras. Assim, torna-se evidente que o farmacêutico pode diminuir o impacto pessoal, social e económico desta doença, se forem disponibilizados os recursos necessários e houver capacidade de trabalho em equipa com outros profissionais de saúde, doentes, cuidadores e familiares.