Publicação
Effects of Rare Earth Elements on aquatic organisms under a changing environment
| Resumo: | O aumento da disponibilidade de elementos terras raras (REE) e as alterações climáticas constituem um desafio ambiental com consequências pouco conhecidas; daí, o objetivo desta tese de doutoramento consistiu em investigar a sua bioacumulação, eliminação e interação através da avaliação de estratégias bioquímicas de diversos grupos taxonómicos (esponjas, peixes, bivalves e algas). Os resultados mostram que espécies bioindicadoras costeiras e de alto mar acumulam REE, refletindo mudanças sazonais e concentrações ambientalmente disponíveis. Embora descritos como análogos, o Lantânio (La) e Gadolínio (Gd) comportam-se de forma diferente, e sua biodisponibilidade muda com a salinidade da água. Anguila anguila exposta a 120 ng L-1 La acumulou durante 3 dias e posteriormente a acumulação diminuiu em meio continuamente exposto. Exposta a 1,5 μg L-1 La e aquecimento global, a acumulação aumentou e a eliminação diminui. Ruditapes philippinarum exposta a 0,3 e 0,9 μg L-1 La acumulou de forma dependente da dose. Spisula solida exposta a 15 μg L-1 La, ou 10 μg L-1 de Gd e a alterações climáticas acumulou em 24h e uma eliminação de 7 dias foi insuficiente, apesar do aquecimento global aumentá-la. A resposta bioquímica desencadeada foi insuficiente. A acumulação de La e Gd em Ulva rigida ocorreu em 24h e a exposição em alterações climáticas exigiu uma resposta ao stress oxidativo superior. Os resultados enfatizam um potencial ecotoxicológico de REE aumentado num mundo em mudança. As respostas dos organismos foram específicas por espécie, por elemento e por dose, sugerindo que compreender a acumulação de REE e as respostas ecotoxicológicas num futuro próximo é excecionalmente complexo. Apesar disso, a acumulação de REE e os efeitos tóxicos podem ser exacerbados pelas mudanças climáticas, impondo consequências nocivas às espécies. No geral, os dados desta tese de doutoramento podem ser basilares para o processo de tomada de decisões políticas ao legislar para estas problemáticas emergentes. |
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| Autores principais: | Figueiredo, Cátia |
| Assunto: | terras raras alterações climáticas bioacumulação ecotoxicologia respostas bioquímicas rare earth elements climate change bioaccumulation ecotoxicology biochemical defense mechanisms |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O aumento da disponibilidade de elementos terras raras (REE) e as alterações climáticas constituem um desafio ambiental com consequências pouco conhecidas; daí, o objetivo desta tese de doutoramento consistiu em investigar a sua bioacumulação, eliminação e interação através da avaliação de estratégias bioquímicas de diversos grupos taxonómicos (esponjas, peixes, bivalves e algas). Os resultados mostram que espécies bioindicadoras costeiras e de alto mar acumulam REE, refletindo mudanças sazonais e concentrações ambientalmente disponíveis. Embora descritos como análogos, o Lantânio (La) e Gadolínio (Gd) comportam-se de forma diferente, e sua biodisponibilidade muda com a salinidade da água. Anguila anguila exposta a 120 ng L-1 La acumulou durante 3 dias e posteriormente a acumulação diminuiu em meio continuamente exposto. Exposta a 1,5 μg L-1 La e aquecimento global, a acumulação aumentou e a eliminação diminui. Ruditapes philippinarum exposta a 0,3 e 0,9 μg L-1 La acumulou de forma dependente da dose. Spisula solida exposta a 15 μg L-1 La, ou 10 μg L-1 de Gd e a alterações climáticas acumulou em 24h e uma eliminação de 7 dias foi insuficiente, apesar do aquecimento global aumentá-la. A resposta bioquímica desencadeada foi insuficiente. A acumulação de La e Gd em Ulva rigida ocorreu em 24h e a exposição em alterações climáticas exigiu uma resposta ao stress oxidativo superior. Os resultados enfatizam um potencial ecotoxicológico de REE aumentado num mundo em mudança. As respostas dos organismos foram específicas por espécie, por elemento e por dose, sugerindo que compreender a acumulação de REE e as respostas ecotoxicológicas num futuro próximo é excecionalmente complexo. Apesar disso, a acumulação de REE e os efeitos tóxicos podem ser exacerbados pelas mudanças climáticas, impondo consequências nocivas às espécies. No geral, os dados desta tese de doutoramento podem ser basilares para o processo de tomada de decisões políticas ao legislar para estas problemáticas emergentes. |
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