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Biomarkers for the identification of atrial fibrillation in ischemic stroke : atrial natriuretic peptide versus N-terminal-pro brain natriuretic peptide

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Resumo:Um terço dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) isquémicos têm etiologia indeterminada pela classificação TOAST. Parte deve-se a episódios paroxísticos de fibrilhação auricular (FA). Vários estudos mostraram a utilidade do N-terminal do péptido natriurético cerebral (NT-proBNP) na identificação de AVC cardioembólico associado a FA. Porém, o péptido atrial natriurético (ANP), produzido nas aurículas, poderá ter maior acuidade que o NT-proBNP no diagnóstico de FA, sendo esta uma arritmia de origem atrial. O objetivo deste trabalho foi determinar qual dos biomarcadores, ANP ou NT-proBNP, tem maior acuidade para diagnosticar FA em doentes com AVC isquémico. Realizou-se um estudo observacional utilizando uma coorte de doentes com amostras biológicas guardadas no biobanco do Instituto de Medicina Molecular, internados de agosto de 2012 a outubro de 2013 na Unidade de AVC do Hospital de Santa Maria. Critérios de inclusão: AVC isquémico agudo ou acidente isquémico transitório (AIT); consentimento para recolha e análise de amostras de sangue e sua disponibilidade no biobanco do IMM. Critérios de exclusão: TFG<30mL/min; colheita amostral >72 horas após o início de sintomas ou quantidade insuficiente; etiologia indeterminada por duas ou mais causas possíveis. Determinou-se a etiologia do AVC pela classificação TOAST. A análise estatística incluiu determinação e comparação de curvas ROC. Incluíram-se 198 doentes, 61.6% homens, com idade mediana 65 anos. As curvas ROC para o diagnóstico de eventos cardioembólicos com FA versus não cardioembólicos obtiveram as AUC: NT-proBNP 0.82 (IC 95% 0.74-0.89) e ANP 0.69 (IC 95% 0.60-0.78). No diagnóstico de cardioembólicos com FA versus indeterminados: NT-proBNP 0.83 (IC 95% 0.75-0.91) e ANP 0.68 (IC 95% 0.57-0.79). NT-proBNP mostrou maior acuidade para diagnosticar FA que o ANP, o que pode dever-se à semi-vida plasmática do ANP ser inferior à do NT-proBNP. Concluiu-se que o NT-proBNP deverá permanecer o biomarcador de eleição para auxiliar o diagnóstico de FA no AVC isquémico.
Autores principais:Fialho, Maria Cristina Simões Rosa
Assunto:Acidente vascular cerebral Etiologia Biomarcadores Fibrilhação auricular Péptidos natriuréticos Neurologia
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Um terço dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) isquémicos têm etiologia indeterminada pela classificação TOAST. Parte deve-se a episódios paroxísticos de fibrilhação auricular (FA). Vários estudos mostraram a utilidade do N-terminal do péptido natriurético cerebral (NT-proBNP) na identificação de AVC cardioembólico associado a FA. Porém, o péptido atrial natriurético (ANP), produzido nas aurículas, poderá ter maior acuidade que o NT-proBNP no diagnóstico de FA, sendo esta uma arritmia de origem atrial. O objetivo deste trabalho foi determinar qual dos biomarcadores, ANP ou NT-proBNP, tem maior acuidade para diagnosticar FA em doentes com AVC isquémico. Realizou-se um estudo observacional utilizando uma coorte de doentes com amostras biológicas guardadas no biobanco do Instituto de Medicina Molecular, internados de agosto de 2012 a outubro de 2013 na Unidade de AVC do Hospital de Santa Maria. Critérios de inclusão: AVC isquémico agudo ou acidente isquémico transitório (AIT); consentimento para recolha e análise de amostras de sangue e sua disponibilidade no biobanco do IMM. Critérios de exclusão: TFG<30mL/min; colheita amostral >72 horas após o início de sintomas ou quantidade insuficiente; etiologia indeterminada por duas ou mais causas possíveis. Determinou-se a etiologia do AVC pela classificação TOAST. A análise estatística incluiu determinação e comparação de curvas ROC. Incluíram-se 198 doentes, 61.6% homens, com idade mediana 65 anos. As curvas ROC para o diagnóstico de eventos cardioembólicos com FA versus não cardioembólicos obtiveram as AUC: NT-proBNP 0.82 (IC 95% 0.74-0.89) e ANP 0.69 (IC 95% 0.60-0.78). No diagnóstico de cardioembólicos com FA versus indeterminados: NT-proBNP 0.83 (IC 95% 0.75-0.91) e ANP 0.68 (IC 95% 0.57-0.79). NT-proBNP mostrou maior acuidade para diagnosticar FA que o ANP, o que pode dever-se à semi-vida plasmática do ANP ser inferior à do NT-proBNP. Concluiu-se que o NT-proBNP deverá permanecer o biomarcador de eleição para auxiliar o diagnóstico de FA no AVC isquémico.