Publicação
Reporte de redes de investigação nos ensaios clínicos pediátricos registados no EudraCT
| Resumo: | Introdução: As redes de investigação clínica são constituídas por equipas de investigação, que colaboram num projeto/tópico específicos, ou de forma transversal na condução de ensaios clínicos. No domínio da pediatria, estas redes têm como objetivo facilitar e promover a investigação pediátrica, a fim de ultrapassar os múltiplos desafios enfrentados pelos investigadores no desenho e/ou execução de ensaios clínicos. O principal objetivo deste estudo foi avaliar a proporção de ensaios clínicos pediátricos europeus que relataram o envolvimento de redes de investigação, e caracterizar estes ensaios e redes. Material e métodos: Realizou-se uma análise de todos os ensaios clínicos registados na base de dados europeia de registo de ensaios clínicos de medicamentos que incluíam participantes com menos de 18 anos. Foram extraídos os dados disponíveis sobre as características dos ensaios identificados, incluindo informações sobre o envolvimento de redes de investigação. As redes identificadas foram revistas e confirmadas como redes de investigação efetivas e categorizadas quanto ao seu âmbito. Resultados: Identificaram-se 7152 ensaios clínicos pediátricos, dos quais 503 (7%) relataram o envolvimento de redes de investigação. Apenas em 294 (4%) ensaios foi confirmado o envolvimento efetivo de redes. Os ensaios que reportaram redes eram mais frequentemente multicêntricos e multinacionais, e recrutaram mais participantes. A proporção de reporte de redes foi superior em ensaios em doenças raras ou integrados em planos de investigação pediátrica da Agência Europeia do Medicamento (EMA) . Entre as dez redes que efetuaram mais ensaios, seis pertenciam à rede de redes de investigação pediátrica da EMA (EnprEMA). Conclusões: Uma minoria de registos de ensaios clínicos pediátricos reportou o envolvimento de redes de investigação. O relato da informação sobre redes foi de fraca qualidade, frequentemente heterogéneo ou mesmo inexistente. Neste contexto, há margem para aumentar o envolvimento e melhorar o reporte de redes de investigação, o que poderá contribuir para o sucesso dos ensaios clínicos. |
|---|---|
| Autores principais: | Ferreira, Francisca Santos |
| Assunto: | Redes de investigação Ensaios clínicos pediátricos Reporte Pediatria |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: As redes de investigação clínica são constituídas por equipas de investigação, que colaboram num projeto/tópico específicos, ou de forma transversal na condução de ensaios clínicos. No domínio da pediatria, estas redes têm como objetivo facilitar e promover a investigação pediátrica, a fim de ultrapassar os múltiplos desafios enfrentados pelos investigadores no desenho e/ou execução de ensaios clínicos. O principal objetivo deste estudo foi avaliar a proporção de ensaios clínicos pediátricos europeus que relataram o envolvimento de redes de investigação, e caracterizar estes ensaios e redes. Material e métodos: Realizou-se uma análise de todos os ensaios clínicos registados na base de dados europeia de registo de ensaios clínicos de medicamentos que incluíam participantes com menos de 18 anos. Foram extraídos os dados disponíveis sobre as características dos ensaios identificados, incluindo informações sobre o envolvimento de redes de investigação. As redes identificadas foram revistas e confirmadas como redes de investigação efetivas e categorizadas quanto ao seu âmbito. Resultados: Identificaram-se 7152 ensaios clínicos pediátricos, dos quais 503 (7%) relataram o envolvimento de redes de investigação. Apenas em 294 (4%) ensaios foi confirmado o envolvimento efetivo de redes. Os ensaios que reportaram redes eram mais frequentemente multicêntricos e multinacionais, e recrutaram mais participantes. A proporção de reporte de redes foi superior em ensaios em doenças raras ou integrados em planos de investigação pediátrica da Agência Europeia do Medicamento (EMA) . Entre as dez redes que efetuaram mais ensaios, seis pertenciam à rede de redes de investigação pediátrica da EMA (EnprEMA). Conclusões: Uma minoria de registos de ensaios clínicos pediátricos reportou o envolvimento de redes de investigação. O relato da informação sobre redes foi de fraca qualidade, frequentemente heterogéneo ou mesmo inexistente. Neste contexto, há margem para aumentar o envolvimento e melhorar o reporte de redes de investigação, o que poderá contribuir para o sucesso dos ensaios clínicos. |
|---|