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Digitization and internationalization : a study on portuguese companies during the covid-19 crisis

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Resumo:Nos últimos anos a globalização se mostrou uma ferramenta muito utilizada por empresas como facilitador da internacionalização, visto que o processo auxilia a integração entre as diferentes partes do globo. Com isso nasceram diversas teorias que buscam explicar como funciona o processo de expansão das empresas para além-fronteiras, como A teoria do Ciclo do Produto de 1966, o Modelo Uppsala de 1977, a Teoria do Paradigma Eclético de 1980. No decorrer dos anos, o contexto mudou com a utilização dos meios de comunicação e, consequentemente, o surgimento da internet. Teorias que estudam a internacionalização e a digitalização, como as Born Globals e Born Digitals Companies, surgiram com o intuito de trazer uma abordagem mais atualizada dos processos que se tornaram mais dinâmicos e velozes, atrelado muitas vezes as empresas menores, mas não menos competitivas, diferente do que era visto nas primeiras teorias. Em um momento em que muito se avançou em relação as trocas internacionais, surge a pandemia de Corona vírus, levando o mundo a entender a sua interdependência e levando todos a uma espécie de caos generalizado gerado pelo fechamento de escolas, comércios, indústrias, levantando incerteza e imprevisibilidade. A digitalização dos negócios, antes vista como uma evolução lenta, tornou-se obrigatória e acabou por salvar empresas que tiveram agilidade para entender o momento em que se encontravam. As gigantes da tecnologia valorizaram-se graças a busca por soluções para negócios, estudos e relações. O trabalho a seguir busca, através de uma abordagem quantitativa, entender se o grau de digitalização apresentado por empresas portuguesas durante a crise de Covid-19 mitigou o impacto negativo gerado pela crise. Para isto, foi realizada uma pesquisa através de questionário, com 260 empresas internacionalizadas portuguesas, observando aspectos estruturais (visão internacional, capacidade de gestão operacional e de gestão), estratégias (grau de digitalização, internet como facilitador de internacionalização, internet como fator relevante no combate a crise, rápida internacionalização e impacto geral do covid) e performance destas empresas (crescimento do grau de internacionalização eperformance durante a crise). Foram criadas 8 hipóteses a partir dos três grupos(aspetos estruturais, estratégias e performance), para identificar possíveis relações que influenciassem os resultados no combate a crise, sendo que 75% das hipóteses obtiveram comprovação estatística. Os resultados encontrados demonstram que a performance durante a crise é impactada diretamente por dois fatores: o impacto generalizado da Covid na empresa e a rápida internacionalização. Já a digitalização (grau de digitalização, internet como fator relevante e internet como facilitador de internacionalização) não foi um fator diferencial para mitigar os impactos negativos, ressaltando que a pesquisa foi realizada com empresas portuguesas de diversos setores, podendo diferenciar-se em outros contextos ou em áreas específicas.
Autores principais:Nicola, Maura Bedin
Assunto:Covid-19 em Portugal Internacionalização Digitalização Born Globals Born Digitals Modelo Uppsala Covid-19 in Portugal Internationalization Scanning Uppsala Model
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Nos últimos anos a globalização se mostrou uma ferramenta muito utilizada por empresas como facilitador da internacionalização, visto que o processo auxilia a integração entre as diferentes partes do globo. Com isso nasceram diversas teorias que buscam explicar como funciona o processo de expansão das empresas para além-fronteiras, como A teoria do Ciclo do Produto de 1966, o Modelo Uppsala de 1977, a Teoria do Paradigma Eclético de 1980. No decorrer dos anos, o contexto mudou com a utilização dos meios de comunicação e, consequentemente, o surgimento da internet. Teorias que estudam a internacionalização e a digitalização, como as Born Globals e Born Digitals Companies, surgiram com o intuito de trazer uma abordagem mais atualizada dos processos que se tornaram mais dinâmicos e velozes, atrelado muitas vezes as empresas menores, mas não menos competitivas, diferente do que era visto nas primeiras teorias. Em um momento em que muito se avançou em relação as trocas internacionais, surge a pandemia de Corona vírus, levando o mundo a entender a sua interdependência e levando todos a uma espécie de caos generalizado gerado pelo fechamento de escolas, comércios, indústrias, levantando incerteza e imprevisibilidade. A digitalização dos negócios, antes vista como uma evolução lenta, tornou-se obrigatória e acabou por salvar empresas que tiveram agilidade para entender o momento em que se encontravam. As gigantes da tecnologia valorizaram-se graças a busca por soluções para negócios, estudos e relações. O trabalho a seguir busca, através de uma abordagem quantitativa, entender se o grau de digitalização apresentado por empresas portuguesas durante a crise de Covid-19 mitigou o impacto negativo gerado pela crise. Para isto, foi realizada uma pesquisa através de questionário, com 260 empresas internacionalizadas portuguesas, observando aspectos estruturais (visão internacional, capacidade de gestão operacional e de gestão), estratégias (grau de digitalização, internet como facilitador de internacionalização, internet como fator relevante no combate a crise, rápida internacionalização e impacto geral do covid) e performance destas empresas (crescimento do grau de internacionalização eperformance durante a crise). Foram criadas 8 hipóteses a partir dos três grupos(aspetos estruturais, estratégias e performance), para identificar possíveis relações que influenciassem os resultados no combate a crise, sendo que 75% das hipóteses obtiveram comprovação estatística. Os resultados encontrados demonstram que a performance durante a crise é impactada diretamente por dois fatores: o impacto generalizado da Covid na empresa e a rápida internacionalização. Já a digitalização (grau de digitalização, internet como fator relevante e internet como facilitador de internacionalização) não foi um fator diferencial para mitigar os impactos negativos, ressaltando que a pesquisa foi realizada com empresas portuguesas de diversos setores, podendo diferenciar-se em outros contextos ou em áreas específicas.