Publicação
O modelo HAPA, fase intencional, na explicação do envolvimento escolar : um estudo exploratório
| Resumo: | O presente estudo, exploratório, pretendeu investigar qual o impacto das variáveis do modelo HAPA (Health Action Process Approach), fase Intencional – Intenção, Planeamento da Ação e Planeamento do Coping – na mudança do comportamento de envolvimento escolar dos alunos, nos comportamentos de Tirar Apontamentos e Colocar Questões em aula. Para testar estes objetivos foi utilizado um design quasi-experimental 2x2. Participaram 95 estudantes de 5 turmas do 8º ano de escolas públicas da Grande Área de Lisboa. Três turmas (grupo experimental) receberam o programa Tirar Apontamentos (duas sessões) e o programa Colocar Questões (duas sessões) ao longo de 4 sessões. O grupo controlo, constituído por duas turmas, foi exposto a um programa de igual duração, mas não relacionado com o do grupo experimental. Para medir as variáveis em estudo, foram aplicados questionários aos jovens na semana anterior à aplicação do programa (T1) e duas semanas após a sua conclusão (T2). Utilizou-se a Escala de Envolvimento Escolar e a Escala de Avaliação das Variáveis do Modelo HAPA em Sala de Aula, criadas para o presente estudo (Neves, Alvarez, Marques Pinto, 2011). O teste t-student permitiu-nos observar um decréscimo do Comportamento de Tirar Apontamentos de T1 para T2 para a subamostra experimental (M = .402, dp = 1.15779, t = 2.574, p = .013), não havendo alterações significativas no grupo controlo (M = -.2833, dp = 1.13717, t = -1.752, p = .088). No programa Colocar Questões, no grupo experimental, registou-se um aumento significativo no Planeamento do Coping (M = -.44670, dp = 1.11577, t = -2.969, p = .004) e um decréscimo significativo no Comportamento de Questionar (M = .40517, dp = 1.35046, t = 2.225, p = .030). No grupo controlo não houve diferenças significativas. Uma análise de regressão permitiu-nos concluir que, no grupo experimental, os alunos que Tiravam Apontamentos e Colocavam Questões em aula, em T1, continuaram a fazê-lo em T2, sendo que após a intervenção (T2) estes comportamentos passaram a ser também significativamente explicados pela Intenção. No grupo controlo, para ambos os programas, como esperado, não se registaram alterações significativas. Os resultados são discutidos na óptica da aplicação do modelo HAPA a comportamentos no contexto escolar. |
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| Autores principais: | Farinha, Carolina Gomes |
| Assunto: | Envolvimento escolar Psicologia educacional Comportamento escolar Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O presente estudo, exploratório, pretendeu investigar qual o impacto das variáveis do modelo HAPA (Health Action Process Approach), fase Intencional – Intenção, Planeamento da Ação e Planeamento do Coping – na mudança do comportamento de envolvimento escolar dos alunos, nos comportamentos de Tirar Apontamentos e Colocar Questões em aula. Para testar estes objetivos foi utilizado um design quasi-experimental 2x2. Participaram 95 estudantes de 5 turmas do 8º ano de escolas públicas da Grande Área de Lisboa. Três turmas (grupo experimental) receberam o programa Tirar Apontamentos (duas sessões) e o programa Colocar Questões (duas sessões) ao longo de 4 sessões. O grupo controlo, constituído por duas turmas, foi exposto a um programa de igual duração, mas não relacionado com o do grupo experimental. Para medir as variáveis em estudo, foram aplicados questionários aos jovens na semana anterior à aplicação do programa (T1) e duas semanas após a sua conclusão (T2). Utilizou-se a Escala de Envolvimento Escolar e a Escala de Avaliação das Variáveis do Modelo HAPA em Sala de Aula, criadas para o presente estudo (Neves, Alvarez, Marques Pinto, 2011). O teste t-student permitiu-nos observar um decréscimo do Comportamento de Tirar Apontamentos de T1 para T2 para a subamostra experimental (M = .402, dp = 1.15779, t = 2.574, p = .013), não havendo alterações significativas no grupo controlo (M = -.2833, dp = 1.13717, t = -1.752, p = .088). No programa Colocar Questões, no grupo experimental, registou-se um aumento significativo no Planeamento do Coping (M = -.44670, dp = 1.11577, t = -2.969, p = .004) e um decréscimo significativo no Comportamento de Questionar (M = .40517, dp = 1.35046, t = 2.225, p = .030). No grupo controlo não houve diferenças significativas. Uma análise de regressão permitiu-nos concluir que, no grupo experimental, os alunos que Tiravam Apontamentos e Colocavam Questões em aula, em T1, continuaram a fazê-lo em T2, sendo que após a intervenção (T2) estes comportamentos passaram a ser também significativamente explicados pela Intenção. No grupo controlo, para ambos os programas, como esperado, não se registaram alterações significativas. Os resultados são discutidos na óptica da aplicação do modelo HAPA a comportamentos no contexto escolar. |
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