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Respiração oral : implicações na estrutura crânio facial e na qualidade de vida

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A respiração oral é um sintoma frequente especialmente nas crianças, e que na grande maioria das vezes é subvalorizado e subdiagnosticado. Existem várias causas que podem induzir esta alteração no padrão respiratório, sendo as mais frequentes a hipertrofia adenoideia na infância e o desvio do septo e a hipertrofia dos cornetos no adulto. Por definição, o respirador oral é o individuo que respira predominantemente pela boca, por um período de, pelo menos, 6 meses. Quando esta situação ocorre na infância a conformação crânio facial fica alterada e é reconhecido clinicamente na perspectiva da ORL como o fácies adenoideu. O crescimento facial tem paralelismo com o do resto do corpo e caracteriza-se pelo desenvolvimento dos óssos e tecidos moles constituintes, tendo os tecidos moles um importante papel como matriz. O desenvolvimento craniofacial, além dos estímulos genotípicos, é modulado por estímulos epigenéticos dos quais faz parte a respiração. Por este motivo, qualquer alteração no padrão respiratório terá impacto no desenvolvimento craniofacial, sendo que as alterações surgem como uma adaptação do corpo de forma a facilitar a passagem de ar pela boca e orofaringe. Este crescimento determina também os diferentes biótipos que se podem observar na população e que têm influência na relação maxilomandibular podendo predispor a má-oclusões dentárias. No seu conjunto, estas alterações terão um grande impacto da qualidade de vida do individuo afectando por exemplo a alimentação, o sono, a aprendizagem e a capacidade física. Além do desenvolvimento craniofacial, a respiração oral tem também consequências na postura corporal.
Autores principais:Galvão, Íris Simões
Assunto:Respiração oral Desenvolvimento Sono Alimentação Aprendizagem Otorrinolaringologia
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A respiração oral é um sintoma frequente especialmente nas crianças, e que na grande maioria das vezes é subvalorizado e subdiagnosticado. Existem várias causas que podem induzir esta alteração no padrão respiratório, sendo as mais frequentes a hipertrofia adenoideia na infância e o desvio do septo e a hipertrofia dos cornetos no adulto. Por definição, o respirador oral é o individuo que respira predominantemente pela boca, por um período de, pelo menos, 6 meses. Quando esta situação ocorre na infância a conformação crânio facial fica alterada e é reconhecido clinicamente na perspectiva da ORL como o fácies adenoideu. O crescimento facial tem paralelismo com o do resto do corpo e caracteriza-se pelo desenvolvimento dos óssos e tecidos moles constituintes, tendo os tecidos moles um importante papel como matriz. O desenvolvimento craniofacial, além dos estímulos genotípicos, é modulado por estímulos epigenéticos dos quais faz parte a respiração. Por este motivo, qualquer alteração no padrão respiratório terá impacto no desenvolvimento craniofacial, sendo que as alterações surgem como uma adaptação do corpo de forma a facilitar a passagem de ar pela boca e orofaringe. Este crescimento determina também os diferentes biótipos que se podem observar na população e que têm influência na relação maxilomandibular podendo predispor a má-oclusões dentárias. No seu conjunto, estas alterações terão um grande impacto da qualidade de vida do individuo afectando por exemplo a alimentação, o sono, a aprendizagem e a capacidade física. Além do desenvolvimento craniofacial, a respiração oral tem também consequências na postura corporal.