Publicação
Aprender matemática para viver e trabalhar no nosso mundo
| Resumo: | Partindo do pressuposto que se 'faz Matemática' nas práticas não socialmente definidas como Matemática, (assumindo que o conhecimento matemático expresso na linguagem de um determinado grupo cultural é Matemática) formulou-se o seguinte problema de investigação: identificar e caracterizar a actividade matemática dos alunos em práticas não socialmente definidas como Matemática e perceber como é que essa actividade matemática pode ser ligada ao currículo da Matemática escolar e ao seu desenvolvimento. O quadro teórico da investigação é composto por duas teorias de aprendizagem - A Teoria de Bernstein e a Teoria, da Aprendizagem Situada (baseada nos trabalho de Lave e Wenger). No domínio metodológico o estudo inclui uma componente empírica que envolveu a recolha de dados, numa escola de formação profissional, em dois ambientes de aprendizagem diferentes - a sala de aula de Matemática e uma serralharia onde os alunos aprendiam a ser serralheiros, com um mestre, também ele serralheiro. A análise dos dados seguiu um esquema analítico de natureza interpretativa. Os resultados do estudo apontam para diferenças significativas entre os dois contextos de aprendizagem, nomeadamente, no que diz respeito aos modelos pedagógicos e pedagogias subjacentes a cada um desses contextos e aos modos de participação nas duas práticas estudadas e pennitem inferir sobre o processo de produção e legitimação de conhecimento naquelas práticas e sobre a transformação do conhecimento do contexto de produção para o contexto pedagógico. As conclusões do estudo permitem caracterizar as 'diferentes' Matemática dos alunos, bem como discutir a origem do conhecimento matemático evidenciado em práticas profissionais e em práticas escolares. A validação do conhecimento matemático e os agentes que intervêm nesse processo é outro aspecto analisado neste estudo. Finalmente aborda-se o sucesso/ insucesso na aprendizagem. Deste estudo emergem implicações para a prática lectiva, nomeadamente, em relação ao currículo, aos modelos de aprendizagem e em educação matemática para adultos. |
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| Autores principais: | Fernandes, Elsa |
| Assunto: | Aprendizagem Comunidades de prática Discurso Teses de doutoramento - 2004 |
| Ano: | 2004 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Partindo do pressuposto que se 'faz Matemática' nas práticas não socialmente definidas como Matemática, (assumindo que o conhecimento matemático expresso na linguagem de um determinado grupo cultural é Matemática) formulou-se o seguinte problema de investigação: identificar e caracterizar a actividade matemática dos alunos em práticas não socialmente definidas como Matemática e perceber como é que essa actividade matemática pode ser ligada ao currículo da Matemática escolar e ao seu desenvolvimento. O quadro teórico da investigação é composto por duas teorias de aprendizagem - A Teoria de Bernstein e a Teoria, da Aprendizagem Situada (baseada nos trabalho de Lave e Wenger). No domínio metodológico o estudo inclui uma componente empírica que envolveu a recolha de dados, numa escola de formação profissional, em dois ambientes de aprendizagem diferentes - a sala de aula de Matemática e uma serralharia onde os alunos aprendiam a ser serralheiros, com um mestre, também ele serralheiro. A análise dos dados seguiu um esquema analítico de natureza interpretativa. Os resultados do estudo apontam para diferenças significativas entre os dois contextos de aprendizagem, nomeadamente, no que diz respeito aos modelos pedagógicos e pedagogias subjacentes a cada um desses contextos e aos modos de participação nas duas práticas estudadas e pennitem inferir sobre o processo de produção e legitimação de conhecimento naquelas práticas e sobre a transformação do conhecimento do contexto de produção para o contexto pedagógico. As conclusões do estudo permitem caracterizar as 'diferentes' Matemática dos alunos, bem como discutir a origem do conhecimento matemático evidenciado em práticas profissionais e em práticas escolares. A validação do conhecimento matemático e os agentes que intervêm nesse processo é outro aspecto analisado neste estudo. Finalmente aborda-se o sucesso/ insucesso na aprendizagem. Deste estudo emergem implicações para a prática lectiva, nomeadamente, em relação ao currículo, aos modelos de aprendizagem e em educação matemática para adultos. |
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