Publicação
Espaços de água
| Resumo: | Após o período de desindustrialização da orla costeira que separa a cidade de Setúbal e o Estuário do Sado, a desconexão entre os dois ambientes foi-se agravando e, consequentemente, foram surgindo espaços de abandono e esquecimento na linha de força da cidade. Desde sempre que a relação com a água foi sentida como ligação de importância pela população setubalense, e os vazios urbanos que vão segmentando a frente ribeirinha promovem o seu afastamento, levando a um desleixo na sua manutenção e agravando o seu desuso. Quando focamos no extremo final desta linha, notamos a clara desconexão entre o Parque Urbano de Albarquel e a Praia do Forte de Albarquel, separadas pelo terreno onde está inserida a 8ª Bateria do Regimento de Artilharia da Costa, pertencente ao Exército Português, completamente desativada e abandonada, originando um momento perdido da frente ribeirinha do lugar. Este Projeto Final de Mestrado propõe a reintegração deste espaço, devolvendo-o à vida ribeirinha, revitalizando os seus fluxos e sugerindo um novo remate do percurso, que fará a ligação entre estes dois pontos de vivências significativas. A leitura do lugar é feita a partir de uma análise da sua história, procurando compreender as suas origens, de forma a poder fazer uma intervenção completa e consciente. A experiência foca-se no reconhecimento dos elementos de força do lugar – a água, a paisagem e o património – como motivos geradores da nova proposta arquitetónica que visa diferenciar o espaço, promovendo uma experiência imersiva e sensorial, integrando-o nas mais valias locais e contribuindo para a dinamização da vida ribeirinha. Como recuperação da memória torna-se evidente a sua reabilitação, procurando uma metáfora de aproximação entre o que foi e o que poderá vir a ser a emoção proporcionada pelo lugar. Propõem-se novos usos que irão de encontro às intenções geradas pelas temáticas abordadas durante o percurso. |
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| Autores principais: | Pires, Sara Miguel Baptista |
| Assunto: | água paisagem sentidos património reabilitação de bateria militar Setúbal - Arrábida |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Após o período de desindustrialização da orla costeira que separa a cidade de Setúbal e o Estuário do Sado, a desconexão entre os dois ambientes foi-se agravando e, consequentemente, foram surgindo espaços de abandono e esquecimento na linha de força da cidade. Desde sempre que a relação com a água foi sentida como ligação de importância pela população setubalense, e os vazios urbanos que vão segmentando a frente ribeirinha promovem o seu afastamento, levando a um desleixo na sua manutenção e agravando o seu desuso. Quando focamos no extremo final desta linha, notamos a clara desconexão entre o Parque Urbano de Albarquel e a Praia do Forte de Albarquel, separadas pelo terreno onde está inserida a 8ª Bateria do Regimento de Artilharia da Costa, pertencente ao Exército Português, completamente desativada e abandonada, originando um momento perdido da frente ribeirinha do lugar. Este Projeto Final de Mestrado propõe a reintegração deste espaço, devolvendo-o à vida ribeirinha, revitalizando os seus fluxos e sugerindo um novo remate do percurso, que fará a ligação entre estes dois pontos de vivências significativas. A leitura do lugar é feita a partir de uma análise da sua história, procurando compreender as suas origens, de forma a poder fazer uma intervenção completa e consciente. A experiência foca-se no reconhecimento dos elementos de força do lugar – a água, a paisagem e o património – como motivos geradores da nova proposta arquitetónica que visa diferenciar o espaço, promovendo uma experiência imersiva e sensorial, integrando-o nas mais valias locais e contribuindo para a dinamização da vida ribeirinha. Como recuperação da memória torna-se evidente a sua reabilitação, procurando uma metáfora de aproximação entre o que foi e o que poderá vir a ser a emoção proporcionada pelo lugar. Propõem-se novos usos que irão de encontro às intenções geradas pelas temáticas abordadas durante o percurso. |
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