Publicação
Autoeficácia e competências sociais : um estudo exploratório com crianças e jovens com diagnóstico de sobredotação
| Resumo: | Desde os estudos de Hollingworth (1942) que se tem demonstrado que crianças e jovens sobredotados revelam dificuldades no desenvolvimento de competências sociais, dado não possuírem a mesma oportunidade de as desenvolver, dadas dessincronias desenvolvimentistas. No entanto, Gross (1998, 2002, 2014), entre outros autores, vêm mais tarde desmistificar estas dificuldades e a sua natureza. Portanto, não obstante muitos estudos existentes, ainda não se sabe o suficiente, bem como são encontradas informações divergentes, em termos das competências que estes possuem e as causas e consequências para a sua vida. Este estudo exploratório, realizado numa amostra de conveniência, integrou uma metodologia mista, consistiu da aplicação de entrevistas de modo a compreender as competências e dificuldades empregues e conhecidas aquando do processo relacional. Analogamente recorreu-se a uma escala de avaliação da autoeficácia social baseada na escala Self Efficacy Questionnaire (SEQ-C, 2ª versão) (Nogueira, 2005). Concluiu-se que os participantes apresentam, um apropriado conhecimento e utilização das competências necessárias a uma adequada interação relacional, embora estejam subjacentes dificuldades relacionais. A perceção de autoeficácia social não prece estar a gerar essas dificuldades de interação. Estas crianças e jovens percebem-se, portanto, como competentes na realização de determinados comportamentos sociais, conducentes ao estabelecimento e subsistência relacional. Com este estudo pretende-se contribuir com um novo olhar acerca dos condicionantes das problemáticas sociais e competências apresentadas por estas crianças e jovens com caraterísticas de sobredotação. Com o intuito de facilitar o ajuste e adequação de programas de desenvolvimento de competências pessoais, sociais e emocionais, adequados às individualidades e necessidades destes. |
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| Autores principais: | Moleiro, Tânia Filipa Aparício |
| Assunto: | Sobredotação Competências sociais Crianças Jovens Teses de mestrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Desde os estudos de Hollingworth (1942) que se tem demonstrado que crianças e jovens sobredotados revelam dificuldades no desenvolvimento de competências sociais, dado não possuírem a mesma oportunidade de as desenvolver, dadas dessincronias desenvolvimentistas. No entanto, Gross (1998, 2002, 2014), entre outros autores, vêm mais tarde desmistificar estas dificuldades e a sua natureza. Portanto, não obstante muitos estudos existentes, ainda não se sabe o suficiente, bem como são encontradas informações divergentes, em termos das competências que estes possuem e as causas e consequências para a sua vida. Este estudo exploratório, realizado numa amostra de conveniência, integrou uma metodologia mista, consistiu da aplicação de entrevistas de modo a compreender as competências e dificuldades empregues e conhecidas aquando do processo relacional. Analogamente recorreu-se a uma escala de avaliação da autoeficácia social baseada na escala Self Efficacy Questionnaire (SEQ-C, 2ª versão) (Nogueira, 2005). Concluiu-se que os participantes apresentam, um apropriado conhecimento e utilização das competências necessárias a uma adequada interação relacional, embora estejam subjacentes dificuldades relacionais. A perceção de autoeficácia social não prece estar a gerar essas dificuldades de interação. Estas crianças e jovens percebem-se, portanto, como competentes na realização de determinados comportamentos sociais, conducentes ao estabelecimento e subsistência relacional. Com este estudo pretende-se contribuir com um novo olhar acerca dos condicionantes das problemáticas sociais e competências apresentadas por estas crianças e jovens com caraterísticas de sobredotação. Com o intuito de facilitar o ajuste e adequação de programas de desenvolvimento de competências pessoais, sociais e emocionais, adequados às individualidades e necessidades destes. |
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