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Framing a paisagem. Movimento, Paisagem e Cinema

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este ensaio pretende refletir a relação do tempo, espaço e movimento, com a temática da paisagem nas artes visuais e no cinema. A noção humana de tempo encontra-se ligada de forma íntima às perceções fornecidas pelos sentidos - com destaque certamente para o sentido da visão - o que faz com que a noção humana de tempo se encontre diretamente influenciada pela luz e pelo movimento. A maneira como o mundo físico é observado, como se regista visualmente e assume o seu poder visual é profundamente relevante para o manuseio dos materiais da paisagem no cinema; os termos da relação permitem que a experiência seja captada num sentido de primeira ordem. Isso acontece através dos próprios processos de representação que constituem a faculdade da memória, do tempo e do movimento e não como um subproduto psicológico das perceções e pensamentos ligados a essa experiência. A mobilidade implica a conjugação do espaço e do tempo, mas também mobiliza rupturas na paisagem.
Autores principais:Gomes, Vítor dos Santos
Assunto:Cinema Paisagem Tempo Movimento
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este ensaio pretende refletir a relação do tempo, espaço e movimento, com a temática da paisagem nas artes visuais e no cinema. A noção humana de tempo encontra-se ligada de forma íntima às perceções fornecidas pelos sentidos - com destaque certamente para o sentido da visão - o que faz com que a noção humana de tempo se encontre diretamente influenciada pela luz e pelo movimento. A maneira como o mundo físico é observado, como se regista visualmente e assume o seu poder visual é profundamente relevante para o manuseio dos materiais da paisagem no cinema; os termos da relação permitem que a experiência seja captada num sentido de primeira ordem. Isso acontece através dos próprios processos de representação que constituem a faculdade da memória, do tempo e do movimento e não como um subproduto psicológico das perceções e pensamentos ligados a essa experiência. A mobilidade implica a conjugação do espaço e do tempo, mas também mobiliza rupturas na paisagem.