Publicação
Influência de polimorfismos genéticos de glutationo S-transferases na indução de micronúcleos em linfócitos humanos após exposição in vitro à doxorrubicina
| Resumo: | A doxorrubicina é um fármaco de ampla utilização em oncologia que possui um largo espectro de interacções com diversos componentes celulares, apresentando consequentemente diferentes mecanismos de acção antitumoral. Na prática clínica é uma evidência a existência de variabilidade interindividual na resposta terapêutica e na manifestação de reacções adversas a curto e a longo prazo, quer sejam agudas, quer sejam crónicas. Para além dos factores ambientais, também os factores genéticos têm vindo a ser apontados como possíveis determinantes dessa variabilidade. Nesse sentido, pretendeu-se avaliar a possível influência de polimorfismos genéticos de glutationo S-transferases (GSTM1, GSTT1 e GSTP1), enzimas envolvidas em processos de destoxificação de xenobióticos e de compostos endógenos prejudiciais, na genotoxicidade induzida in vitro pela doxorrubicina em linfócitos humanos. Seleccionou-se como biomarcador de genotoxicidade o micronúcleo, realizando-se o ensaio citogenético do micronúcleo em linfócitos com a citocinese bloqueada. Adicionalmente, foi também avaliado o efeito citotóxico da doxorrubicina em termos de proliferação dos linfócitos humanos e sua correlação com os genótipos dos GSTs. Para tal, recorreu-se aos índices de proliferação associados ao ensaio do micronúcleo (% células binucleadas e índicede divisão nuclear). Os resultados obtidos sugerem que os polimorfismos de delecção associados aos genes GSTM1 e GSTT1 não são relevantes para o potencial genotóxico da doxorrubicina, nem para os seus efeitos na proliferação de linfócitos de sangue periférico expostos a este fármaco. Quando analisado o polimorfismo não sinónimo Ile105Val associado ao gene GSTP1, verificou-se que os indivíduos homozigóticos para a forma variante (Val/Val) apresentam um aumento de intensidade de lesão citogenética (~1,5 vezes), traduzida num maior número de células binucleadas micronucleadas (p<0,05), quando comp |
|---|---|
| Autores principais: | Ramos, Daniela Fazendeiro do Lumiar, 1977- |
| Assunto: | Fármacos Oncologia Farmacodinamia Farmacocinética Teses de mestrado |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A doxorrubicina é um fármaco de ampla utilização em oncologia que possui um largo espectro de interacções com diversos componentes celulares, apresentando consequentemente diferentes mecanismos de acção antitumoral. Na prática clínica é uma evidência a existência de variabilidade interindividual na resposta terapêutica e na manifestação de reacções adversas a curto e a longo prazo, quer sejam agudas, quer sejam crónicas. Para além dos factores ambientais, também os factores genéticos têm vindo a ser apontados como possíveis determinantes dessa variabilidade. Nesse sentido, pretendeu-se avaliar a possível influência de polimorfismos genéticos de glutationo S-transferases (GSTM1, GSTT1 e GSTP1), enzimas envolvidas em processos de destoxificação de xenobióticos e de compostos endógenos prejudiciais, na genotoxicidade induzida in vitro pela doxorrubicina em linfócitos humanos. Seleccionou-se como biomarcador de genotoxicidade o micronúcleo, realizando-se o ensaio citogenético do micronúcleo em linfócitos com a citocinese bloqueada. Adicionalmente, foi também avaliado o efeito citotóxico da doxorrubicina em termos de proliferação dos linfócitos humanos e sua correlação com os genótipos dos GSTs. Para tal, recorreu-se aos índices de proliferação associados ao ensaio do micronúcleo (% células binucleadas e índicede divisão nuclear). Os resultados obtidos sugerem que os polimorfismos de delecção associados aos genes GSTM1 e GSTT1 não são relevantes para o potencial genotóxico da doxorrubicina, nem para os seus efeitos na proliferação de linfócitos de sangue periférico expostos a este fármaco. Quando analisado o polimorfismo não sinónimo Ile105Val associado ao gene GSTP1, verificou-se que os indivíduos homozigóticos para a forma variante (Val/Val) apresentam um aumento de intensidade de lesão citogenética (~1,5 vezes), traduzida num maior número de células binucleadas micronucleadas (p<0,05), quando comp |
|---|