Publicação
O turismo médico em Portugal : perspectivas no contexto europeu
| Resumo: | A realização de viagens com o objetivo de receber cuidados de saúde não é completamente uma novidade. Porém, o termo Turismo de Saúde e Bem-Estar era utilizado para, sobretudo, se referir a viagens realizadas com a finalidade de se receber tratamentos terapêuticos com recurso a águas termais. Perante o aumento, que se tem vindo a verificar nos últimos anos, do fluxo de turistas que procuram submeter-se a tratamentos médicos ou a receber cuidados de saúde por diversas razões, entre as quais se destacam os custos elevados nos países de origem/residência, surgiu o termo Turismo Médico para melhor descrever esta nova realidade turística. Ao longo dos anos, este fenómeno tem evoluído significativamente, principalmente, nos países em desenvolvimento, estando os principais destinos localizados no continente asiático. O mercado emissor é constituído por pacientes provenientes, sobretudo, de países desenvolvidos, embora exista, simultaneamente, um mercado regional. Contudo, talvez por ser um fenómeno turístico onde existe distorção de dados por parte de alguns destinos deste segmento, os dados estatísticos sobre os fluxos de turistas médicos não são consensuais. Em Portugal, este fenómeno ainda não atingiu proporções significativas como as verificadas em destinos consolidados, podendo estes serem especializados em determinados procedimentos médicos ou serem alvo de procura em diversas especialidades. Porém, são visíveis os esforços de promoção de Portugal, tanto na esfera pública (estratégias regionais e nacional de turismo) como na esfera privada (unidades hospitalares), enquanto destino de Turismo Médico. A verdade é que o governo e as unidades hospitalares, principalmente, privadas já se aperceberam que o Turismo Médico tem potencial para ser desenvolvido em Portugal, estando a ser realizadas, atualmente, apostas para fomentar o seu crescimento. No entanto, os poucos dados estatísticos não permitem dimensionar este segmento no país, nomeadamente, enquanto destino. Neste sentido, pretende-se perceber quais os fatores que podem impulsionar, com destaque para as políticas europeias em complementaridade com os fatores atrativos de Portugal, o desenvolvimento do Turismo Médico no país. |
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| Autores principais: | Garcia, Ana Rita Pires |
| Assunto: | Turismo médico - Portugal Turismo - Políticas europeias Teses de mestrado - 2015 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A realização de viagens com o objetivo de receber cuidados de saúde não é completamente uma novidade. Porém, o termo Turismo de Saúde e Bem-Estar era utilizado para, sobretudo, se referir a viagens realizadas com a finalidade de se receber tratamentos terapêuticos com recurso a águas termais. Perante o aumento, que se tem vindo a verificar nos últimos anos, do fluxo de turistas que procuram submeter-se a tratamentos médicos ou a receber cuidados de saúde por diversas razões, entre as quais se destacam os custos elevados nos países de origem/residência, surgiu o termo Turismo Médico para melhor descrever esta nova realidade turística. Ao longo dos anos, este fenómeno tem evoluído significativamente, principalmente, nos países em desenvolvimento, estando os principais destinos localizados no continente asiático. O mercado emissor é constituído por pacientes provenientes, sobretudo, de países desenvolvidos, embora exista, simultaneamente, um mercado regional. Contudo, talvez por ser um fenómeno turístico onde existe distorção de dados por parte de alguns destinos deste segmento, os dados estatísticos sobre os fluxos de turistas médicos não são consensuais. Em Portugal, este fenómeno ainda não atingiu proporções significativas como as verificadas em destinos consolidados, podendo estes serem especializados em determinados procedimentos médicos ou serem alvo de procura em diversas especialidades. Porém, são visíveis os esforços de promoção de Portugal, tanto na esfera pública (estratégias regionais e nacional de turismo) como na esfera privada (unidades hospitalares), enquanto destino de Turismo Médico. A verdade é que o governo e as unidades hospitalares, principalmente, privadas já se aperceberam que o Turismo Médico tem potencial para ser desenvolvido em Portugal, estando a ser realizadas, atualmente, apostas para fomentar o seu crescimento. No entanto, os poucos dados estatísticos não permitem dimensionar este segmento no país, nomeadamente, enquanto destino. Neste sentido, pretende-se perceber quais os fatores que podem impulsionar, com destaque para as políticas europeias em complementaridade com os fatores atrativos de Portugal, o desenvolvimento do Turismo Médico no país. |
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