Publicação

Choque séptico : patologia e terapêutica

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A evolução das ciências médicas permitiu um significativo desenvolvimento de tratamentos e procedimentos que conduziram a um aumento da esperança média de vida da população mundial. Desta forma, patologias como a sépsis grave e o choque séptico tornaram-se das principais causas de morte no mundo, estimando-se o aparecimento anual de 1,5 milhões de novos casos na América do Norte e de 1,5 milhões na Europa. A sépsis e o choque séptico são caracterizados por uma resposta exacerbada do sistema imunitário, com libertação massiva de mediadores químicos que estão na origem da apoptose celular, lesão do endotélio e falha multiorgânica. Ainda não existe uma forma concisa de diagnóstico, pelo que continua a ser baseado na experiência dos profissionais de saúde e na avaliação dos sintomas apresentados, com a inclusão de factores clínicos, microbiológicos e biológicos. Para o tratamento, recomenda-se o uso de fluidos de reanimação e de fármacos vasopressores e inotrópicos, sempre que a primeira abordagem não seja suficiente para estabilizar a hipotensão induzida pelo estado séptico. Concluindo, futuramente novas abordagens serão necessárias de forma a colmatar os défices existentes a nível do diagnóstico e do tratamento, de forma a reduzir a mortalidade e morbilidade associada à sépsis e choque séptico.
Autores principais:Nunes, Vera Cristina da Costa Rodrigues
Assunto:Sépsis Choque séptico Citocinas Biomarcadores Fluidos de reanimação Vasopressores Mestrado Integrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A evolução das ciências médicas permitiu um significativo desenvolvimento de tratamentos e procedimentos que conduziram a um aumento da esperança média de vida da população mundial. Desta forma, patologias como a sépsis grave e o choque séptico tornaram-se das principais causas de morte no mundo, estimando-se o aparecimento anual de 1,5 milhões de novos casos na América do Norte e de 1,5 milhões na Europa. A sépsis e o choque séptico são caracterizados por uma resposta exacerbada do sistema imunitário, com libertação massiva de mediadores químicos que estão na origem da apoptose celular, lesão do endotélio e falha multiorgânica. Ainda não existe uma forma concisa de diagnóstico, pelo que continua a ser baseado na experiência dos profissionais de saúde e na avaliação dos sintomas apresentados, com a inclusão de factores clínicos, microbiológicos e biológicos. Para o tratamento, recomenda-se o uso de fluidos de reanimação e de fármacos vasopressores e inotrópicos, sempre que a primeira abordagem não seja suficiente para estabilizar a hipotensão induzida pelo estado séptico. Concluindo, futuramente novas abordagens serão necessárias de forma a colmatar os défices existentes a nível do diagnóstico e do tratamento, de forma a reduzir a mortalidade e morbilidade associada à sépsis e choque séptico.