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Solidão e padrões de vinculação aos pais na adolescência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo teve como principal objetivo contribuir para a compreensão da experiência de solidão vivenciada pelo adolescente nas suas relações com os pais, os pares e o par amoroso e o significado que atribui à experiência de estar só (aversão ou afinidade à solitude), na sua relação com o padrão de vinculação apresentado face aos pais. A investigação contou com uma amostra de 122 adolescentes (91 do sexo feminino e 31 do sexo masculino) com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos. Foram utilizados dois questionários, o Questionário de Avaliação da Solidão (Bastos, 2005) e o Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe (Gouveia & Matos, 2011). Foi ainda aplicado um questionário sociodemográfico de modo a caraterizar a amostra. Os resultados demonstraram que na adolescência existem maiores valores de solidão na relação com o par amoroso e na relação com os pais. Revelaram que existe diferenças significativas quanto à experiência de solidão na relação com os pais, sendo que esta é mais elevada em adolescentes cujos pais estão divorciados. Por fim, revelam que os padrões de vinculação relacionam-se com a experiência de solidão, na medida em que são influenciados pelos modelos internos do self e dos outros. Os resultados demonstram ainda que adolescentes com padrão de vinculação seguro comparativamente com os restantes padrões apresentam valores superiores na experiência de solidão na relação com os pares sugerindo que também são afetados pela ambivalência quanto ao desejo de autonomia e de continuação da dependência relativamente aos pais.
Autores principais:Maia, Marina Alexandra Silva
Assunto:Adolescentes - Psicologia Solidão Vinculação Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo teve como principal objetivo contribuir para a compreensão da experiência de solidão vivenciada pelo adolescente nas suas relações com os pais, os pares e o par amoroso e o significado que atribui à experiência de estar só (aversão ou afinidade à solitude), na sua relação com o padrão de vinculação apresentado face aos pais. A investigação contou com uma amostra de 122 adolescentes (91 do sexo feminino e 31 do sexo masculino) com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos. Foram utilizados dois questionários, o Questionário de Avaliação da Solidão (Bastos, 2005) e o Questionário de Vinculação ao Pai e à Mãe (Gouveia & Matos, 2011). Foi ainda aplicado um questionário sociodemográfico de modo a caraterizar a amostra. Os resultados demonstraram que na adolescência existem maiores valores de solidão na relação com o par amoroso e na relação com os pais. Revelaram que existe diferenças significativas quanto à experiência de solidão na relação com os pais, sendo que esta é mais elevada em adolescentes cujos pais estão divorciados. Por fim, revelam que os padrões de vinculação relacionam-se com a experiência de solidão, na medida em que são influenciados pelos modelos internos do self e dos outros. Os resultados demonstram ainda que adolescentes com padrão de vinculação seguro comparativamente com os restantes padrões apresentam valores superiores na experiência de solidão na relação com os pares sugerindo que também são afetados pela ambivalência quanto ao desejo de autonomia e de continuação da dependência relativamente aos pais.