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En Lixboa sobre lo mar (rio Tejo) : A organização e a estruturação do espaço urbano das origens ao século XIV

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo, de natureza qualitativa e suportado em pesquisa documental, analisa a evolução e a estruturação do espaço urbano de Lisboa, desde as origens até ao século XIV, na sua relação estreita com o rio Tejo, então designado de mar junto da cidade. O estudo parte da fundação do sítio de Lisboa, no século VIII a.C., de matriz orientalizante, de que o próprio topónimo de origem fenícia é identitário, seguindo-se a urbe romanizada (Olisipo) que, entre 19 e 13 a.C., recebeu do imperador romano Augusto o estatuto de municipium civium Romanorum (Município de cidadãos Romanos), tomada pelos árabes, ainda que o maior contingente fosse berbere, por volta de 714. Em 1147, foi objeto de reconquista pelas tropas de Afonso Henriques, tornando-se, a partir de meados do século XIII, a capital do reino. Doravante a cidade cresceu política, economica e geograficamente, sempre numa relação estreita com o rio e o mar (que aqui é também o rio), a que se deve a sua importância, dada a sua localização estratégica, onde já no período islâmico se faziam embarcações para navegação no mar alto, com uma atividade marítima contínua e dinâmica, destacando-se a navegação e as atividades ligadas ao mar, a base do desenvolvimento da urbe que ajuda a explicar o crescimento demográfico da região. O estudo termina com a análise dos edifícios do poder – religioso, económico e político – tão estruturantes quanto os elementos geográficos, com destaque para o rio Tejo, na organização do espaço urbano.
Autores principais:Silva, Carlos Guardado da, 1971-
Assunto:História medieval Urbanismo Cidade romana Lisboa Cidade medieval Tejo
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente estudo, de natureza qualitativa e suportado em pesquisa documental, analisa a evolução e a estruturação do espaço urbano de Lisboa, desde as origens até ao século XIV, na sua relação estreita com o rio Tejo, então designado de mar junto da cidade. O estudo parte da fundação do sítio de Lisboa, no século VIII a.C., de matriz orientalizante, de que o próprio topónimo de origem fenícia é identitário, seguindo-se a urbe romanizada (Olisipo) que, entre 19 e 13 a.C., recebeu do imperador romano Augusto o estatuto de municipium civium Romanorum (Município de cidadãos Romanos), tomada pelos árabes, ainda que o maior contingente fosse berbere, por volta de 714. Em 1147, foi objeto de reconquista pelas tropas de Afonso Henriques, tornando-se, a partir de meados do século XIII, a capital do reino. Doravante a cidade cresceu política, economica e geograficamente, sempre numa relação estreita com o rio e o mar (que aqui é também o rio), a que se deve a sua importância, dada a sua localização estratégica, onde já no período islâmico se faziam embarcações para navegação no mar alto, com uma atividade marítima contínua e dinâmica, destacando-se a navegação e as atividades ligadas ao mar, a base do desenvolvimento da urbe que ajuda a explicar o crescimento demográfico da região. O estudo termina com a análise dos edifícios do poder – religioso, económico e político – tão estruturantes quanto os elementos geográficos, com destaque para o rio Tejo, na organização do espaço urbano.