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Pesquisa de serogrupos e genes codificadores de factores de virulência Escherichia coli produtora de shiga-toxina em alimentos e em fezes de bovinos

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Resumo:As Escherichia coli produtoras de shiga-toxina (ECST) são responsáveis por gastroenterites que em certos casos podem evoluir para colite hemorrágica, síndrome hemolítico-urémica ou púrpura trombocitopénica trombótica. Estas infecções têm vindo a aumentar em todo o mundo. A pouca informação destas bactérias em Portugal torna fulcral a sua pesquisa e caracterização genética. Os objectivos deste estudo são: a detecção dos genes eaeA, hlyA, stx1 e stx2 e dos serótipos O26, O111, O145 e O157, em alimentos e a detecção dos mesmos genes em E. coli previamente isoladas no laboratório e em fezes de bovinos. Pretende-se também comparar os resultados obtidos por PCR nos enriquecimentos versus PCR nas E. coli obtidas por IMS, em amostras alimentares. Das 62 E. coli (previamente isoladas) analisadas, 6 do programa INSA HPA Food EQA Schemes continham eaeA e hlyA e pertenciam ao serótipo O157 e 1 proveniente de uma amostra confeccionada continha stx2 e pertencia ao serótipo O103. Em 30 alimentos, 3 amostras continham estirpes O157, 3 continham estirpes O111, 2 continham E. coli O26 e 1 continha E. coli O145. Numa amostra foi encontrada E. coli O26 com os genes eaeA e hlyA. A execução do PCR nos enriquecimentos com carnes cruas pode não ser viável devido à presença de inibidores de Taq DNA polimerase. Em 78 fezes de bovinos, apenas duas amostras continham o gene eaeA. Assim, foram isoladas 2 E. coli não O157, sorbitol (+), com factores de virulência e por isso com potencial risco para a saúde pública. Este facto reforça a ideia de que devem ser pesquisados ambos os serótipos O157 e não O157, sorbitol (+) e (-), para garantir a detecção de todas as ECST. Além disso, a detecção de ECST num alimento confeccionado sugere a necessidade de aumentar as categorias de alimentos a analisar, para além daquelas normalmente recomendadas.
Autores principais:Loureiro, Inês Marina Soares, 1982-
Assunto:Escherichia coli produtora de shiga-toxina Reacção em cadeia por polimerase PCR multiplex Separação imunomagnética Serogrupos Factores de virulência Teses de mestrado - 2008
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:As Escherichia coli produtoras de shiga-toxina (ECST) são responsáveis por gastroenterites que em certos casos podem evoluir para colite hemorrágica, síndrome hemolítico-urémica ou púrpura trombocitopénica trombótica. Estas infecções têm vindo a aumentar em todo o mundo. A pouca informação destas bactérias em Portugal torna fulcral a sua pesquisa e caracterização genética. Os objectivos deste estudo são: a detecção dos genes eaeA, hlyA, stx1 e stx2 e dos serótipos O26, O111, O145 e O157, em alimentos e a detecção dos mesmos genes em E. coli previamente isoladas no laboratório e em fezes de bovinos. Pretende-se também comparar os resultados obtidos por PCR nos enriquecimentos versus PCR nas E. coli obtidas por IMS, em amostras alimentares. Das 62 E. coli (previamente isoladas) analisadas, 6 do programa INSA HPA Food EQA Schemes continham eaeA e hlyA e pertenciam ao serótipo O157 e 1 proveniente de uma amostra confeccionada continha stx2 e pertencia ao serótipo O103. Em 30 alimentos, 3 amostras continham estirpes O157, 3 continham estirpes O111, 2 continham E. coli O26 e 1 continha E. coli O145. Numa amostra foi encontrada E. coli O26 com os genes eaeA e hlyA. A execução do PCR nos enriquecimentos com carnes cruas pode não ser viável devido à presença de inibidores de Taq DNA polimerase. Em 78 fezes de bovinos, apenas duas amostras continham o gene eaeA. Assim, foram isoladas 2 E. coli não O157, sorbitol (+), com factores de virulência e por isso com potencial risco para a saúde pública. Este facto reforça a ideia de que devem ser pesquisados ambos os serótipos O157 e não O157, sorbitol (+) e (-), para garantir a detecção de todas as ECST. Além disso, a detecção de ECST num alimento confeccionado sugere a necessidade de aumentar as categorias de alimentos a analisar, para além daquelas normalmente recomendadas.