Publicação
A study on the stability of olanzapine polymorphs
| Resumo: | Olanzapina (Classe II, BSC), trata-se de uma nova benzodiazepina, aprovada pelo FDA para o tratamento da esquizofrenia e doença bipolar, que provou possuir polimorfismo e formação de hidratos. Sendo capaz de cristalizar em, pelo menos, 25 formas sólidas distintas, quatro delas farmaceuticamente relevantes: duas formas anidras (I e II) e duas formas dihidratadas (B e E). O objectivo deste projecto foi, essencialmente, estudar a estabilidade destes quatro polimorfos após compressão e seus perfis de dissolução. Os processos de desidratação e recristalização das formas hidratadas foram estudados também, bem como a temperatura de degradação da Olanzapina. Mini-comprimidos foram produzidos para cada polimorfo, usando elevadas forças de compressão – 15kN, 30kN e 30kN durante 5 minutos – a fim de determinar a sua estabilidade. É sabido que a diferença entre as energias do cristal de cada polimorfo pode conduzir a diferenças nas propriedade físicas, como solubilidade e estabilidade em água. Com isso, ensaios de dissolução em pó e comprimidos foram efectuados. Análises DSC foram realizadas com o intuito de observar os eventos de desidratação e recristalização das formas hidratas com diferentes tamanhos de partícula: >0,80 mm; 0,80- 0,315mm; 0,315-0,16mm e 0,16-0,063mm. Análises STA foram realizadas igualmente para determinar a temperatura de degradação. Todas as formas estudadas revelaram estabilidade sob altas forças de compressão com a manutenção da sua forma inicial. No que diz respeito aos perfis de dissolução, ambos comprimidos e pó revelaram o mesmo comportamento. As formas anidras apresentaram uma dissolução mais rápida em comparação com as formas hidratadas, com o Dihidrato B como o menos solúvel e a Forma II como a mais solúvel A temperatura de desidratação dos Dihidratos B e E revelou diminuir com o tamanho da particula, bem como a sua temperatura de recristalização. Todos os polimorfos parecem degradar-se antes do ponto de fusão (195ºC) devido à perda de massa iniciar-se por volta dos 180ºC. |
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| Autores principais: | Silva, Sara Alexandra Marques Gonçalves Botto da |
| Assunto: | Olanzapine Polymorphism Stability Compression Dissolution tests Dehydration Recrystallization Degradation Mestrado Integrado - 2014 |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Olanzapina (Classe II, BSC), trata-se de uma nova benzodiazepina, aprovada pelo FDA para o tratamento da esquizofrenia e doença bipolar, que provou possuir polimorfismo e formação de hidratos. Sendo capaz de cristalizar em, pelo menos, 25 formas sólidas distintas, quatro delas farmaceuticamente relevantes: duas formas anidras (I e II) e duas formas dihidratadas (B e E). O objectivo deste projecto foi, essencialmente, estudar a estabilidade destes quatro polimorfos após compressão e seus perfis de dissolução. Os processos de desidratação e recristalização das formas hidratadas foram estudados também, bem como a temperatura de degradação da Olanzapina. Mini-comprimidos foram produzidos para cada polimorfo, usando elevadas forças de compressão – 15kN, 30kN e 30kN durante 5 minutos – a fim de determinar a sua estabilidade. É sabido que a diferença entre as energias do cristal de cada polimorfo pode conduzir a diferenças nas propriedade físicas, como solubilidade e estabilidade em água. Com isso, ensaios de dissolução em pó e comprimidos foram efectuados. Análises DSC foram realizadas com o intuito de observar os eventos de desidratação e recristalização das formas hidratas com diferentes tamanhos de partícula: >0,80 mm; 0,80- 0,315mm; 0,315-0,16mm e 0,16-0,063mm. Análises STA foram realizadas igualmente para determinar a temperatura de degradação. Todas as formas estudadas revelaram estabilidade sob altas forças de compressão com a manutenção da sua forma inicial. No que diz respeito aos perfis de dissolução, ambos comprimidos e pó revelaram o mesmo comportamento. As formas anidras apresentaram uma dissolução mais rápida em comparação com as formas hidratadas, com o Dihidrato B como o menos solúvel e a Forma II como a mais solúvel A temperatura de desidratação dos Dihidratos B e E revelou diminuir com o tamanho da particula, bem como a sua temperatura de recristalização. Todos os polimorfos parecem degradar-se antes do ponto de fusão (195ºC) devido à perda de massa iniciar-se por volta dos 180ºC. |
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