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Telemedicina : o acompanhamento de doentes por teleconsulta : uma revisão sistemática sem metanálise

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Detalhes bibliográficos
Resumo:telemedicina e, por sua vez, a teleconsulta, têm sido considerados como instrumentos fundamentais na melhoria do acesso, equidade e qualidade dos cuidados de saúde. No entanto, até ao início do período pandémico, o recurso à teleconsulta não era utilizado em larga escala, tanto por dificuldades contextuais de gestão, organização, legal e técnica, como por receios relativamente à proteção de dados, confidencialidade e à não realização do exame físico ao doente. Este trabalho de investigação propôs-se a analisar o impacto que tem o seguimento de doentes por teleconsulta, em vez do seguimento regular presencial, em doentes que necessitam de um acompanhamento médico regular, e qual a sua repercussão em questões como a satisfação dos intervenientes, controlo da doença crónica e melhoria dos sinais clínicos, custo-efetividade, entre outros. Desta forma, pretende-se determinar em que áreas e circunstâncias clínicas parece existir benefício em introduzir as teleconsultas como um método de acompanhamento do doente. Para este efeito, foi efetuada uma pesquisa na Publisher Medline (PubMed) com as palavras-chave "teleconsultation", "remote consultation" "tele-consultation", "telemedicine-based consultation", "virtual consultation", "videoconsultation", "online consultation". Foram encontrados 626 artigos e selecionados, após aplicação dos critérios de exclusão, 14 ensaios clínicos randomizados para análise. Da análise efetuada, obteve-se que, pelo nível de satisfação e melhoria da sintomatologia dos pacientes relatados nos estudos, que o uso da telemedicina é eficaz a estabelecer uma melhor adesão dos pacientes ao tratamento, e apresenta, em termos de satisfação e ganhos nos indicadores de saúde, resultados iguais ou mesmo melhores do que os cuidados tradicionais. Todavia, ainda parece insuficiente a informação que temos atualmente ao dispor, para definir criteriosamente quais as circunstâncias clínicas em que a teleconsulta é adequada, sendo para tal essencial, a concretização de mais e melhor investigação nesta área.
Autores principais:Friães, Bruna Ferreira
Assunto:Telemedicina Teleconsulta E-health Medicina personalizada
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:telemedicina e, por sua vez, a teleconsulta, têm sido considerados como instrumentos fundamentais na melhoria do acesso, equidade e qualidade dos cuidados de saúde. No entanto, até ao início do período pandémico, o recurso à teleconsulta não era utilizado em larga escala, tanto por dificuldades contextuais de gestão, organização, legal e técnica, como por receios relativamente à proteção de dados, confidencialidade e à não realização do exame físico ao doente. Este trabalho de investigação propôs-se a analisar o impacto que tem o seguimento de doentes por teleconsulta, em vez do seguimento regular presencial, em doentes que necessitam de um acompanhamento médico regular, e qual a sua repercussão em questões como a satisfação dos intervenientes, controlo da doença crónica e melhoria dos sinais clínicos, custo-efetividade, entre outros. Desta forma, pretende-se determinar em que áreas e circunstâncias clínicas parece existir benefício em introduzir as teleconsultas como um método de acompanhamento do doente. Para este efeito, foi efetuada uma pesquisa na Publisher Medline (PubMed) com as palavras-chave "teleconsultation", "remote consultation" "tele-consultation", "telemedicine-based consultation", "virtual consultation", "videoconsultation", "online consultation". Foram encontrados 626 artigos e selecionados, após aplicação dos critérios de exclusão, 14 ensaios clínicos randomizados para análise. Da análise efetuada, obteve-se que, pelo nível de satisfação e melhoria da sintomatologia dos pacientes relatados nos estudos, que o uso da telemedicina é eficaz a estabelecer uma melhor adesão dos pacientes ao tratamento, e apresenta, em termos de satisfação e ganhos nos indicadores de saúde, resultados iguais ou mesmo melhores do que os cuidados tradicionais. Todavia, ainda parece insuficiente a informação que temos atualmente ao dispor, para definir criteriosamente quais as circunstâncias clínicas em que a teleconsulta é adequada, sendo para tal essencial, a concretização de mais e melhor investigação nesta área.