Publicação
Emergências oculares em pequenos animais : estudo retrospetivo de 72 casos
| Resumo: | Objetivo: O presente estudo retrospetivo caracteriza as principais emergências oculares em pequenos animais, no Hospital Escolar, entre Janeiro de 2013 e Junho de 2017. Métodos: A amostra compreendeu 72 emergências oculares. As variáveis espécie, raça, idade, género, duração, terapêutica e evolução do caso foram analisadas estatisticamente. Resultados: 72 animais reuniram os critérios de inclusão: 76,4% (55/72) eram cães e 23,6% (17/72) eram gatos, correspondendo a 26 fêmeas e 46 machos de 24 raças diferentes. As raças caninas mais representadas foram SRD (23,6%) e Bulldogue francês (8,3%) e Europeu comum nas felinas (16,7%). Os braquicefálicos foram muito frequentes (36,1%). A idade média foi de 7,7±5,4 anos, variando entre 2 meses e 18 anos de idade. As emergências oculares na nossa amostra corresponderam a perfurações da córnea (18,1%), luxações anteriores da lente (16,7%), descolamentos de retina (15,3%), úlceras estromais profundas (13,9%), descemetocelos (11,1%), úlceras «melting» (8,3%), lacerações da córnea (6,7%), glaucoma agudo (4,2%), prolapso do globo ocular (4,2%) e corpos estranhos na córnea (1,4%). O tempo decorrido até à consulta foi superior a 24 horas em 90,3% (65/72) dos casos. Em 42 casos a terapêutica foi médica, em 2 casos cirúrgica e em 28 casos médico-cirúrgica. Em 46 animais (63,9%) a visão foi preservada. Conclusões: As emergências oculares foram mais frequentes em cães machos, possivelmente por maior exposição a lutas territoriais e traumatismos. A prevalência dos cães braquicefálicos deve-se, provavelmente, à sua maior suscetibilidade para o prolapso do globo ocular e doenças da córnea. Apesar da apresentação tardia, a visão foi mantida na maioria dos pacientes. |
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| Autores principais: | Afonso, Inês da Silva Dias |
| Assunto: | braquicefálicos cão gato emergências oculares terapêutica braquicephalic cat dog ophthalmic emergencies treatment |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Objetivo: O presente estudo retrospetivo caracteriza as principais emergências oculares em pequenos animais, no Hospital Escolar, entre Janeiro de 2013 e Junho de 2017. Métodos: A amostra compreendeu 72 emergências oculares. As variáveis espécie, raça, idade, género, duração, terapêutica e evolução do caso foram analisadas estatisticamente. Resultados: 72 animais reuniram os critérios de inclusão: 76,4% (55/72) eram cães e 23,6% (17/72) eram gatos, correspondendo a 26 fêmeas e 46 machos de 24 raças diferentes. As raças caninas mais representadas foram SRD (23,6%) e Bulldogue francês (8,3%) e Europeu comum nas felinas (16,7%). Os braquicefálicos foram muito frequentes (36,1%). A idade média foi de 7,7±5,4 anos, variando entre 2 meses e 18 anos de idade. As emergências oculares na nossa amostra corresponderam a perfurações da córnea (18,1%), luxações anteriores da lente (16,7%), descolamentos de retina (15,3%), úlceras estromais profundas (13,9%), descemetocelos (11,1%), úlceras «melting» (8,3%), lacerações da córnea (6,7%), glaucoma agudo (4,2%), prolapso do globo ocular (4,2%) e corpos estranhos na córnea (1,4%). O tempo decorrido até à consulta foi superior a 24 horas em 90,3% (65/72) dos casos. Em 42 casos a terapêutica foi médica, em 2 casos cirúrgica e em 28 casos médico-cirúrgica. Em 46 animais (63,9%) a visão foi preservada. Conclusões: As emergências oculares foram mais frequentes em cães machos, possivelmente por maior exposição a lutas territoriais e traumatismos. A prevalência dos cães braquicefálicos deve-se, provavelmente, à sua maior suscetibilidade para o prolapso do globo ocular e doenças da córnea. Apesar da apresentação tardia, a visão foi mantida na maioria dos pacientes. |
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